27 setembro 2013

DA TRINCHEIRA 124

20 janeiro 2010

UMA DÚVIDA QUE TENHO...

A 14Jan10, o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, disse que o sector do turismo pode beneficiar “bastante” com a introdução do TGV e que “Lisboa pode mesmo vir a “transformar-se na praia de Madrid”.
Neste (des)governo (bem como no anterior) socretino os iberistas titulares das obras públicas serão parvos por irem para aquela pasta ou por serem parvos é que vão para a mesma?
De qualquer modo aqui fica a sugestão (recebida por e-mail) para a nova sinalética da emblemática Plaza de Cibeles...

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12 agosto 2009

HOJE, FARIA 102 ANOS


"Coimbra, 2 de Janeiro de 1993

Abolição das fronteiras. Livre circulação de pessoas e bens. Ocupados sem resistência e sem dor. Anestesiados previamente pelos invasores e seus cúmplices, somos agora oficialmente europeus de primeira, espanhóis de segunda e portugueses de terceira."
Diário, volume XVI

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19 julho 2007

AINDA O "ERVA DANINHA"

Aqui há uns dias, quando das polémicas declarações, que um pouco por todo o mundo vão fazendo notícia ou delícia (em Espanha, sobretudo) dos jornais (a tal um Prémio Nobel obriga, ainda que seja um manifesto imbecil), do vosso amigo a que chamei O Grande Traste, sobre a nossa integração na Espanha era já previsível uma acalorada reacção. Ei-la! Como resposta aos fatalistas de um iberismo inevitável. Felizmente parece que os Portugueses gostam de sê-lo (há excepções, naturalmente, como o "erva daninha" ou o imbecil do Júlio Isidro, o bandalho do Moita Flores - advogado de uma confederação - que o secundaram, mas haverá sempre "Miguéis de Vasconcelos" de serviço...) e com os espanhóis, como dizia o meu saudoso pai, sempre com um pé atrás, como o Senhor dos Passos. Ainda há Portugueses, felizmente. O Maestro Vitorino de Almeida ameaçou que face a tal acontecimento iria para a rua de arma em punho e ao lado estarei eu, garantidamente!
O "Diário de Notícias" de ontem publicava uma interessantíssima carta dirigida ao "erva daninha" de um professor universitário português residente em Amsterdão, Fernando Venâncio, que, com a devida vénia se transcreve:
Muy señor mío
Me perdonará Usted mi pobre castellano, pero desde anteayer me entero de la urgencia de praticarlo. Al "Diário de Notícias" de Lisboa predijo Usted
esto: "acabaremos por integrar-nos" en España. Preguntado por el periodista Joao Ceu e Silva si nuestro país seria entonces "una província de Espanha"(le sigo citando en nuestro antiguo idioma), Usted contestó: "Seria isso. Já temos a Andaluzia, a Catalunha, o País Basco, a Galiza, Castilla La Mancha e tínhamos Portugal".
Claro, nos asegura, podremos conservar nuestra lengua, nuestras costumbres, y así mismo creo yo nuestro fado, pero (no lo dijo, uno entiende) nos gobernaria el jefe de estado madrileño del momento. Y aunque diga Usted que no es profeta, no hay que olvidar su proverbial modestia. En fin, para gente sencilla como yo, sus palabras son un caritativo aviso del destino.
Pues, señor, no y no. Usted, el más famoso de mis compatriotas, se permite en público unos juegos muy guapos de futurología. Pero se los guarde para sus libros, los cuales están perdiendo el suspense de antaño. Créame, el real futuro de un Portugal integrado en España lo conocemos ya muy de cerca. Está visible en la Galicia de hoy, donde la lengua dominante, y los derechos dominantes, y los partidos dominantes, son los de Madrid. Esto no es futurología, si no lo qué uno ve. Si quiere verlo.
No creo que sea su caso, Don José. Me contaran que, hace poco, visitó Usted Galicia invitado por el Pen Club. Le rogaran que hiciera su discurso en Portugués. Todos podrían entenderle, sin problema, si hablara en nuestra hermosa variedad de gallego. Usted - como otras veces ya en Galicia - recusó y habló en Español.
Muchas gracias en realidad. Ahora sabemos cómo hablarán, en la Província española de Portugal, los futuros traidores.
Amsterdam, 17 de Julio de 2007
Fernando Venâncio (Professor universitário e crítico de literatura).
Na realidade, acho que cada vez nais com a idade fico mais preconceituoso, e feliz com isso, que interessa nas nossa escolas, ainda que ornadas de valia literária (o que é discutível), ler as obras de um traste traidor? Neste caso como em tantos outros na nossa vida deveremos reconhecer a genealidade (quando existe), dissociada do executos? Cada vez mais a minha resposta é um rotundo: NÃO!!!

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15 julho 2007

O GRANDE TRASTE

O vosso prémio Nobel, José Saramago, concede hoje entrevista ao Diário de Notícias onde, como bom iberista que é, afirma que não sendo profeta Portugal se acabará por integrar na Espanha. O grande sonho desse escritor de duvidosa prosa chamar-se-ia Ibéria e, estamos certos, teria nele um dos maiores vultos culturais...
O "erva daninha" (significado etimológico do seu nome) aceitaria com bons olhos a redução de Portugal ao estatuto de uma província de Espanha.
Agora não se esqueçam, façam-lhe mais homenagens. Por mim, quando me lembro donde ele é até quase tenho vergonha da minha ancestralidade Ribatejana, mas depois lembro-me que ervas daninhas crescem em toda a parte...
Para o Quadro Negro, rapidamente e em força!

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03 novembro 2006

A CAIXA DE PANDORA...

Abriram a caixa de Pandora do Iberismo, agora aturem-nos.
Num texto publicado no "El País" (24.10.2006), o catedrático (professor de Teoria do Estado na UNED) Andrés de Blas Guerrero, defendeu que "a sociedade espanhola tem de agradecer à portuguesa" o voto de confiança expresso no renascer do sentimento iberista, reconhecendo, porém, que o filoespanholismo tem muito que ver com a melhor situação económica espanhola. Segundo o professor "a existência de um número significativo de portugueses interessados na construção da unidade ibérica causou surpresa em Espanha". Afirmando que esse interesse "deixou o país em dívida", recordando-lhe a sua viabilidade enquanto Estado e enquanto Nação e agradecendo aos portugueses o voto de confiança na continuidade de uma Espanha integrada, num momento em que se encontrava aparentemente fragilizada por crescentes autonomias. Comcluindo que, se este iberismo débil pode transformar-se na recuperação de um iberismo forte (que Espanha estimulará) tal será ditado pelo tempo e pela sociedade portuguesa.
Ora pois então, deram-lhes conversa agora aturem-nos...

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27 outubro 2006

AINDA O IBERISMO

Foi esta a tenebrosa bandeira com que em 1848, na capital francesa, um denominado "Club Ibérico" - liberal e maçónico (pois, então...)-, composto por 400 portugueses e espanhóis, desfilou com este símbolo da "Ibéria" (vejam só, a título de curiosidade, como retirando o campo branco a mesma fica tão parecida com a da república espanhola...), relembro esta curiosidade vexilológica para ilustrar a crescente onda iberista, mais lá do que cá (como sempre aliás...), mas com alguns artolas (ou mesmo traidores - aqueles que por quaisquer melhores lentilhas abdicam da sagrada e inviolável soberania) do lado de cá da fronteira.
Tenho, como sabem todas as reservas relativamente a Espanha. Ensinou-me o meu pai (profundíssimo conhecedor e amigo de Espanha, mas antes de tudo um patriota) que, com os espanhóis sempre como o Senhor dos Passos: com um pé atrás. De facto, a política imperial do imperial (porque domina e espartilha diversas outras nações, sob o jugo de Castela) estado Espanhol assim o determina. Como crer na "amizade" (coisa que dificilmente existe entre Estados) de um país que nos roubou e mantem ocupada uma parcela do território nacional - Olivença - e que mantendo litígios análogos (apenas no sentido territorial) tudo faz para os resolver negando-se sequer à discussão do litígio com Portugal?
Existem povos e nações em "Espanha" que simpatizam, e nalguns casos até invejam (sim, há povos que vêem para lá dos cifrões e das lentilhas...) o precioso bem que os Portugueses, puderam e souberam preservar: a Independência. Entre eles Catalães (nossos velhos aliados enquanto Estado independente contra as tendências anexaxionistas castelhanas), Navarros, Vascos e os nossos irmãos Galegos (uma parte que falta a Portugal). A esses devemos a nossa "amizade" e protesto pelos seus justos anseios. Não àqueles que como sempre tiveram um único objectivo: tornar espanhola este irredutível torrão, esta "aberração" geográfica que faltava à Espanha.
Os números estão aí a comprová-lo, para quem os quiser ver, 45,7% dos espanhóis pretendem a união de Espanha e Portugal, 43,4% deles acham que essa putativa realidade política se devera chamar Espanha (contra 39,4% que acham que deveria ser Ibéria), 80% que acapital se deveria manter em Madrid (o que além do mais demonstra uma profunda ignorância geoestratégica...) e 49,7% acham que deveríamos, por cúmulo, ter que "gramar" com o rei dos pepes... As tendências no sentido de se anexar Portugal estão aí, que faz o (des)governo e os políticos? Nada como costume...
Como dizia o saudoso Embaixador Franco Nogueira: antes pobre e Português do que rico e espanhol.

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02 maio 2006

IBERISTA CONFESSO...

Apesar de o meu compadre já ter, de modo eloquente, abordado o assunto do "nosso" ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, apetece perguntar, parafraseando alguém, sobre o confesso iberista Mário Lino: e não se o pode exterminar? A ele ou ao iberismo...

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