21 julho 2012

JOSÉ HERMANO SARAIVA

Faleceu ontem José Hermano Saraiva. Portugal fica mais pobre e sobretudo a divulgação da História no nosso País.

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14 julho 2007

AINDA NAS MEMÓRIAS DO PROF. SARAIVA

Interessantes revelações sobre o denominado "massacre de Wiriyamu" (Dezembro de 1972). "Sobre o caso de Wiriyamu vim, mais tarde, a conhecer toda a verdade. Nem tanto quanto os acusadores diziam, nem tão pouco como o nosso Governo sustentou. Um incidente imprevisto e lamentável: uma companhia de caçadores perseguiu durante um dia inteiro dois nativos que tinham disparado sobre a força portuguesa. À noite, perdeu-se-lhes o rasto, porque se refugiaram numa aldeia nativa. O oficial que dirigia a operação dispôs os soldados em torno da sanzala, com ordem de não sair ninguém. No meio da noite ouviu-se um disparo, e toda a povoação alarmada julgou que o ataque começara e tentou fugir. Os soldados dispararam indiscriminadamente, e na manhã seguinte encontraram na aldeia oitenta mortos e muitos feridos graves, que foram socorridos. É um cruel acidente de guerra, mas não é o massacre premeditado de que os soldados portugueses forma acusados. E julgo que as autoridades portuguesas não escolheram o melhor caminho ao optar pela negativa total. Mais uma vez vejo confirmada a minha opinião de que a verdade é abrigo mais seguro".

Prometem, estas memórias...

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A CAMINHO DO DECLÍNIO?

Temo bem que com as revelações contidas no volume das suas memórias, ontem publicadas com o "Sol", o Professor José Hermano Saraiva passe a integrar alguma lista de proscritos, sem falar na hipótese de lhe retirarem a sua importante participação televisiva.
Homem corajoso, vertical e sempre verdadeiro revela o Professor Saraiva (vol. 6ª década, anos 70, I parte, p.17) uma conversa com o Professor Leite Pinto: "Fala, a propósito, na operação de salvamento dos refugiados republicanos espanhóis e dos judeus que, no início da Segunda Guerra Mundial, se acumulavam na fronteira de Irun, na ânsia de salvar as vidas. Vieram embarcados nos vagões da Companhia dos Caminhos de Ferro da Beira Alta, que iam até Irun carregados de volfrâmio, e voltavam a Vilar Formoso carregados de fugitivos. A operação foi mantida rigorosamente secreta porque as autoridades espanholas não consentiriam. Segundo um protocolo firmado pelas autoridades ferroviárias dos dois países, os vagões deviam circular selados, quer à ida quer à vinda. Um dos que assim salvaram a vida foi o Barão de Rotschild. O embaixador Teixeira de Sampaio confirmou-me, mais tarde, esses factos. O salvamento de 30.000 refugiados deuse ao mesmo tempo que o cônsul de Portugal em Bordéus, em cumplicidade com dois funcionários da Pide, falsificava algumas centenas de vistos, que vendia por bom preço a emigrantes com dinheiro. Um dos que utilizaram esta via supôs que todos os outros vieram do mesmo modo - e assim nasceu a versão, hoje oficialmente consagrada, de que a operação de salvamento se deve ao cônsul de Bordéus, Aristides de Sousa Mendes. Este, homem muito afecto ao Estado Novo, nem sequer foi demitido, mas sim colocado na situação de aguardar aposentação. Os seus cúmplices da Pide foram julgados, condenados e demitidos".
Das duas uma. Ou estas memórias passam despercebidas ou está tramado o "novel revisionista", Prof. Saraiva.
A verdade é que as vozes contrárias à "versão hoje oficialmente consagrada" não param...

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02 maio 2007

FALA QUEM SABE...

Ontem sem ligação em casa à "internet" e de partida para a manifestação não vos pude recomendar a sempre recomendável leitura de "O Diabo". Ora vejam lá esta manchete...

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