26 fevereiro 2009

AS MINHAS RESPOSTA N'"O DIABO" DESTA SEMANA

1. Um grupo de cidadãos lançou, através da Internet, um abaixo-assinado com vista à reposição do nome do Dr. Oliveira Salazar na Ponte sobre o Tejo. Como comenta a iniciativa.

Um país sem memória histórica, com História branqueada ou reescrita é um país sem futuro e é a isso que nos arriscamos. Embora fruto dos entusiasmos revolucionários o derrube de estátuas, a alteração de designações e outros comportamentos similares são sempre condenáveis e indesejáveis. Não é, como se viu aliás recentemente, por se retirar o nome de SALAZAR de uma ponte que se apaga a sua importância e o reconhecimento do seu papel histórico. Sou a favor da preservação de todas as memórias, desde que com fundamento histórico e tratadas, tão imparcialmente quanto possível, por quem as deve tratar: os historiadores e não por decreto ou leis penais como se pretende começar a fazer um pouco por toda a Europa. Cabe aos historiadores preservar a memória em plena liberdade de investigação, divulgação e, evidentemente, seriedade.
Acho, portanto, uma iniciativa louvável e meritória.

2. Está disponível para a subscrever?

Já a subscrevi, creio que desde o início da sua circulação que conheci através da “blogosfera”.

3. Acredita que ela vingará?

Não creio que, à excepção do PNR se chegasse ao poder, qualquer força política tivesse a coragem suficiente para o fazer. É talvez a maior herança dos denominados “brandos costumes”. Este nosso país tornou-se refém do politicamente correcto, do que parece bem e do que é “aceitável”. É muito pouco reactivo, sobretudo no reconhecimento de quem merece, se isso causar transtornos a alguns “bem-pensantes”.
Além do mais ao devolver o nome SALAZAR àquela ponte, retirar-se-ia a mais rápida e fantástica conquista de Abril: aquela mesma ponte, o que seria um embaraço para o regime...

4. Recentemente, os portugueses, com o seu voto, deram a vitória a Salazar no concurso da RTP «Os Grandes Portugueses do Século XX». Agora, querem que aquela estrutura emblemática de Lisboa e do País volte à designação original. Trata-se de saudosismo, ou apenas de reconhecimento pela obra e pelo Homem e Estadista que foi o antigo Presidente do Conselho?

Acho que é impossível não detectar um pouco de um misto de ambas num cada vez maior espectro da sociedade Portuguesa. Na realidade, vivendo mergulhados nesta constante trapalhada, corrupção, desvios, compadrios e restante cortejo de misérias é natural que cada vez mais se encontre em Salazar uma referência de seriedade, de serviço público e de patriotismo a que dificilmente se pode ser insensível. E sendo esses, justissimamente, os predicados que se esperam de um governante, está patente o resultado.

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2 Comments:

Blogger Flávio Gonçalves said...

Perdoe-me a provocação, mas "uma referência de seriedade, de serviço público e de patriotismo" parece-me também a imagem do Dr. Ernesto Guevara em "Che - El Argentino", do Benicio del Toro.

Aparentemente esses valores estão em grande procura, tanta que até os comunistas já os exaltam.

segunda-feira, 02 março, 2009  
Blogger HNO said...

Patriotismo? Que fez ele pela Argentina?
Serviço Público? Na famoso "paredón" certamente!
Não vi o filme mas essa dos comunistas - internacionalistas por princípio - se travestirem de patriotas não deixa de ter graça...
Bom mas já o "velho" Dimitrov tentava conciliar o inconciliável.

segunda-feira, 02 março, 2009  

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