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11 outubro 2006

TEMPO DE SUBVERSÃO OU REFORMA DO PROCESSO PENAL...

Nestes tempos confusos, pelo menos para quem almeja ter uma mente não excessivamente perturbada, de completa subversão de valores e em que cada vez mais os maus são apresentados como bons (ou tão frequentemente apenas como "jovens") e em que os supostos bons (ou pelo menos os que estão do lado da Lei) são reduzidos à condição de vilãos. Neste mundo em que os média cada vez mais empregam a esmo o conceito do "presumível", mesmo em actos evidentes e comprovados em que não há presunções mas certezas e provas Neste mundo em que se justifica sempre o papel do marginal (um excluido pela sociedade e, portanto, objecto de comiseração) e demoniza sempre o agente da autoridade por abuso de força, por empregar meios violentos e toda a restante arenga já bem conhecida. Penso ser chegado o tempo de reformas profundas que respondam com eficácia ao idílio em que vivemos e em que maldosas mentes (como a minha) teimam em associar a um aumento de criminalidade.
A principal proposta a da extinção da P.S.P e G.N.R., organizações violentíssimas para com os "jovens" e sua substituição por uma força, ou melhor dizendo, entidade, para não empregar tão brutal vocábulo, que equipasse (para não utilizar o termo farda que poderá ferir a susceptibilidade dos" jovens") de uma cor não agressiva (talvez o rosa fosse uma sugestão aceitável) e que poderia denominar-se talvez de Grupo Zelador da Integração dos Excluídos de Verificação das Normas e Punição dos Ultras (GZIEVNPU), o nome é comprido, mas digam lá se não valia a pena.
Para os Ultras - vulgo nacionalistas - o actual código penal poderia continuar em vigor, quiça ser até agravado, até para justificar a existência de prisões que a eles, exclusivamente, se destinariam. Para os demais um novo código (não sei se esta palavra não seria de rever, por causa das susceptibilidades), que comportaria as seguintes penas: advertência ligeira (tipo: Oh cidadão excluído, queira por favor integrar-se na nossa idílica sociedade), advertência agravada (em que se faria referência a uma reincidência) em casos muito graves, que não se verificariam seguramente, um tirânico puxão de orelhas e em casos de suma gravidade, e cúmulo da nova moldora legal, o tenebroso "tau-tau".
Como líder deste Grupo, não há dúvidas, poderia ficar o nosso mestre Aníbal tão dado a estas coisas como o comprova a sua agenda...

3 comentários:

  1. Excelente! A ironia é uma arma poderosa.

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  2. O Aníbal faz bem o seu papel. Alimenta a fogueira do capitalismo com mais imigração.

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  3. Será que estou de acordo com o caguinchas?! Não pode ser!...

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