09 junho 2009


A pedido do meu Presidente aqui publico carta que me enviou àcerca do postal de ontem. Segue exactamente como recebida sem qualquer intervenção minha:

Caro Humberto,

Contrariando o meu hábito de nunca comentar em blogues (que aliás muito pouco visito com excepção deste e de mais 2 ou 3 de camaradas próximos), abro aqui uma excepção. Visto que não posso comentar, por não ter conta blogger, envio-te esta mensagem para a publicares se assim entenderes.

Ela prende-se com o teu tópico-desabafo “Este país será viável?”.

1º - Nunca no PNR teremos o discurso dos outros partidos do sistema que se auto-mutilam com derrotas pessoais. Somos Nacionalistas e, como Nacionalistas vivemos a Camaradagem e espírito de corpo. As derrotas são de todos e as vitórias também.

2º - Não houve objectivamente nenhuma derrota. Houve sim um certo sabor a pouco por um moderado crescimento.

3º - Todos sabemos que as condicionantes e desigualdades são por demais evidentes e gigantescas.

4º - Uma eleição não é para Nacionalistas uma derrota. A nossa luta vai muito para além disso.

5º - O facto de participarmos, crescermos, existirmos e persistirmos... são vitórias de cada dia.

6º - Como tu mesmo dizes, não há impérios eternos, nem regimes. Mas a nossa luta, essa sim, não terá fim. Por isso nunca pode ser derrotada. E já sabes, um dia é o da caça e outro é o do caçador.

7º - As pontes que lançaste e consolidaste. A união que reforçaste e restauraste entre vários nacionalistas, as pessoas que “conquistaste” para novas lutas… serão parte de uma “derrota pessoal”? Não. Nada disso, Humberto. Tudo isso foram vitórias que tu conseguiste e que não se traduzem por votos imediatos. São sementes para o futuro.

Assim sendo, embora aquém das expectativas, não houve qualquer derrota, muito menos pessoal.

Por mim, podendo voltar atrás, ter-te-ia convidado de novo. Mais: serás cabeça de lista por Santarém e não duvido do bom trabalho que levarás a cabo e que terá frutos em novo aumento de votos.

Só não falo em Presidenciais porque para ti isso seria ofensivo. ;)

Grande abraço, muito obrigado e parabéns pelas mais-valias.

José Pinto-Coelho

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7 Comments:

Blogger Å said...

Hum...

Essa das presidenciais não é nada descabido.
Afinal de contas, nós estamos cá para sofrer e o Humberto não é excepção.

Humberto Presidente Já!

PS: A gente depois muda para Rei se for preciso.

terça-feira, 09 junho, 2009  
Blogger nonas said...

Um magnífico texto que subscrevo.
Não há "derrota" nenhuma. Cimentar, solidificar e aumentar não é derrota alguma em parte nenhuma. Como bem diz José Pinto Coelho, «Uma eleição não é para Nacionalistas uma derrota. A nossa luta vai muito para além disso» e «O facto de participarmos, crescermos, existirmos e persistirmos... são vitórias de cada dia.»

terça-feira, 09 junho, 2009  
Blogger Libertas said...

Presidenciais! Muito bem!

Assim poderíamos ouvir HNO falar de política nacional! Só votei uma vez em presidenciais: foi em 91, no Basílio! Gostava de ter, ao fim de 20 anos, um candidato de Direita para votar!

Eu avisei que falando unicamente de Europa seria impossível chegar aos 10000 votos. Se HNO tivesse falado de política nacional, poderia ter ido muito além dos 13000 votos. Valeram umas palavras sobre criminalidade.

Devia ter falado das pensões miseráveis dos pobres Vs as pensões douradas de certos funcionários públicos (professores, juízes e políticos).

Devia ter falado da vida de luxo dos empregados do Estado (os mesmos professores, juízes e políticos)

Devia ter falado do preço dos medicamentos para os pobres reformados Vs as viagens dos médicos.

À semelhança da FN deveria dirigir-se UNICAMENTE aos pobres trabalhadores portugueses. Um pequeno partido tem que escolher a classe que quer representar. Se não escolher, 13000 votos.

Se não falar para a Direita, não pode exigir o seu voto!

terça-feira, 09 junho, 2009  
Blogger Rudel88 said...

Depois de ler estas fantásticas palavras, que subscrevo inteiramente, volto a reafirmar a minha total confiança e ambição nas próximas legislativas.
Tal como o nosso presidente disse, não existem derrotas pessoais no PNR, não podemos nem devemos ser como os outros partidos, permanecemos juntos nas derrotas e nas vitórias, e esta não foi, seguramente, uma derrota.
Existem coisas a "arrumar", arestas a limar, pequenos promenores, mas nunca o PNR foi tão conhecido, nunca a mensagem nacionalista chegou tão longe e com tamanha lucidez e clareza.
Devemos continuar a luta, nas cidades, mas tambem na província, chegar a novos eleitores, abrir novos horizontes, novas mentalidades, novos caminhos, para que nunca, no futuro, a chama nacionalista seja apagada e para que as gerações futuras possam pegar nos restos deste Portugal dilacerado e refundar novamente a nação lusitana, Portugal será sempre viável, como já alguem aqui disse, em Aljubarrota eramos menos!!
Vamos á luta camaradas

quarta-feira, 10 junho, 2009  
Blogger Skedsen said...

Concordo em absoluto com o que diz o presidente.Não há derrota,apenas as sementes para o futuro foram lançadas,e há que esperar que cresçam e se solidifiquem.Acredito no nacionalismo e acredito na luta que o nacionalismo e todos os nacionalistas travam diariamente.E esta luta só poderá ter bom fim,porque a isso está destinada,com esforço,sangue e suor,mas sempre conscientes do resultado final.

quarta-feira, 10 junho, 2009  
Blogger Diogo said...

A Carta aberta do presidente do PNR é inteiramente justa e merecedora de aplauso. Mas faço minhas as palavras do Libertas no comentário abaixo. Certeiras. Penso o mesmo. O Partido Nacionalista Renovador terá a sua estratégia que, obviamento, respeito, até porque não conheço. Mas a defesa de Portugal passa pela defesa do Povo português contra os interesses socialistas, marxistas e capitalistas. Dirijam-se ao Povo. Hoje estive no Camões, acompanhei a manifestação. Dou os parabéns a todos quantos dão o seu melhor pela defesa de Portugal e o assinalar das suas datas mais simbólicas. Mas pergunto, o que estava escrito naquela faixa negra!? Porquê aquele tipo de letra (eu sei porquê, sei a simbologia, mas haverá necessidade), ilegível para o cidadão comum? Porquê tanto negro? Vejam nestas palavras uma crítica construtiva. Percebo alguma coisa de marketing (empresarial e político) e na minha opinião sugiro que a mensagem de dirija ao destinatátio final, ao Povo português. Ele está ávido de receber uma mensagem, a mensagem Nacionalista, que o liberte de todos quantos hoje o oprimem, sob a mentira das liberdades. Que liberdade têm uma família com 350 Euros ou 700 Euros/mês para se sustentar? Dirijam-se ao Povo de forma acolhedora, e receptiva aos seus problemas. Deixem a postura bélica para o inimigo. O que fará a diferença e permitirá ao PNR subir expressivamente nos votos, será entender quando usar uma e outra linguagem. Melhor do que dizer que somos contra uma europa multi-étnica é fazê-los perceber que a imigração que entra e trabalha de forma clandestina lhes rouba o emprego e lhes rouba o bem estar da família. A questão da Grandiosa e de muito me orgulho História de Portugal deve estar em fundo, ser a moldura da mensagem ao Povo. E a mensagem que o Povo quer é que se denunciem os abusos deste poder imundo que governa Portugal (ou pq será que os comunas tiveram tantos votos. É pela mensagem directa aos problemas que as pessoas vivem e sentem. De resto, o povo não é comuna). Perguntem-lhes o que acham sobre questões de religião, família, criminalidade, imigração, justiça, autoridade, ensino etc..., e verão que culturalmente, apesar da propaganda abrilista, o Povo sente a vida de forma conservadora. O Povo estará por isso com a causa Nacionalista.
Um abraço e que continuem, Portugal precisa de vós.

quarta-feira, 10 junho, 2009  
Blogger Sérgio said...

13000 não é mau para "recomeçar"...
Gostei da mensagem do Libertas... dá para pensar num Partido Nacional dos Trabalhadores Portugueses!
Ainda não te tinha dado os parabéns e faço-o aqui!

segunda-feira, 15 junho, 2009  

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