04 fevereiro 2013

UM VELHA MILITÂNCIA

De quando corria o ano de 1981 e a famigerada primeiria-ministra britânica  deixou morrer na prisão de Long Kesh os seguintes nacionalistas irlandeses: Bobby Sands (5 de Maio); Francis Hughes (12 de Maio); Raymond McCresh e Patsy O’Hara (21 de Maio); Joe McDonnel ( 8 de Julho); Martin Hurson (13 de Julho); Kevin Lynch (1 de Agosto); Kieran Doherty (2 de Agosto); Thomas McElwee (8 de Agosto) e Michael Devine (20 de Agosto).

''I was only a working-class boy from a Nationalist ghetto, but it is repression that creates the revolutionary spirit of freedom. I shall not settle until I achieve liberation of my country, until Ireland becomes a sovereign, independent"
Bobby Sands 

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09 maio 2006

"NACIONALISTAS" OU RECORDANDO BOBBY SANDS


Mural em Falls Road, Belfast

Comemoraram os nacionalistas irlandeses, no passado Sábado dia 5, os vinte e cinco anos da morte de Bobby Sands ocorrida em 1981, após 66 dias de greve de fome na prisão de Maze. Sands foi o primeiro dos dez militantes nacionalistas que foram deixados morrer na prisão, pelo governo anti-nacionalista e politicamente correcto da Senhora Thatcher.
Mesmo apesar de eleito para o parlamento britânico já na prisão, jamais viu satisfeito o reconhecimento do estatuto de prisioneiro político, sendo tratado como criminoso de delito comum.
Há vinte e cinco anos em Lisboa agitava-se o meio estudantil. Infelizmente, com medo de conotação com a esquerda, os nacionalistas portugueses deixavam morrer na prisão um seu camarada irlandês sem esboçarem um leve protesto.
Eu que me marimbo para essas falsas dicotomias estive lá (admito que outros também, mas sinceramente não me recordo). Fez agora 25 anos... e tinha apenas 27. Outros camaradas nacionalistas europeus manifestaram-se (recordo-me por exemplo em Itália).
Na realidade há para aí muitos "nacionalistas" que mal passam a fronteira deixam de o ser...

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