16 agosto 2009

DESSALINIZAÇÃO

Com o calor do Verão a aumentar, nem a abastança de chuva no Outono e Inverno passados, parecem colmatar os problemas relativos ao consumo de água.

Há uns anos um grupo hoteleiro nacional iniciou no Algarve a processo de dessalinização para fazer face às necessidades do seu grupo.

Saúdei, então, a iniciativa que, como há muito defendo, deveria constituir uma generalizada opção estratégica do Estado face aos nossos atávicos problemas de abastecimento e que tenderão a agravar-se no futuro.

Bem sei que as centrais de dessalinização têm custos de montagem elevados (também é verdade que tal investimento começa a ter retorno após 4 a 6 anos de exploração), mas seguramente seria dinheiro melhor empregue que remodelar a frota automóvel de qualquer tribunal ou ministério...

Prioridades ou falta delas?? Aqui fica uma deixa em época de programas eleitorais...

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08 julho 2007

LENDO A IMPRENSA

Noticia o “Sol” com destaque de primeira página que as “Perseguições do Governo preocupam o Provedor [deJustiça]”. Para além das preocupações de Nascimento Rodrigues o constitucionalista Gomes Canotilho (de insuspeita proveniência ideológica) fala em episódios “debilitantes para a democracia”. Antes assim, caso contrário diriam que era mania nossa…
Pelas páginas do mesmo semanário tomo conhecimento que vai avançar uma central de dessalinização no Algarve. O tema é-me, como os mais atentos não ignoram, grato, saúdo pois que o Grupo Pestana dê este passo que o Estado há muito devia ter posto em prática. Em certas zonas de Espanha (Alicante, por exemplo) esta prática verifica-se há mais de 30 anos. Por cá o inacreditável Correia de Campos assegura que não é uma prioridade do governo, apesar de ainda no ano passado se terem gasto mais de 280 milhões de euros para mitigar o efeito da seca, que havemos de fazer… é o governo que merecemos.
Na revista "Tabu" do mesmo semanário, mas neste caso da semana passada não sei se tomaram atenção à crónica do director, José António Saraiva, dedicada ao tema do "Recuo civilizacional". Interessante reflexão da qual seriam de destacar diversos excertos, mas penso que devem ler tudo. Vou digitalizar (não consigo encontrar nas páginas do "Sol", alguém sabe o link?) e deixo-as aqui.
Margarida Rebelo Pinto, aquela dos livros cor-de-rosa que tanto vendem assegura que "há poucas forças mais poderosas que o sexo". Lá terá alguma razão.
O "Diário de Notícias" de hoje chama à primeira página a questão dos menores que têm sexo virtual para pagar o telemóvel... Que mundo é este em que formas encobertas (ou nem isso) de prostituição começam nos nossos lares na adolescência?

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