16 novembro 2009

QUE FAZER COM AS COLECÇÕES?

A actividade de coleccionar é, na generalidade, uma actividade tão solitária quanto mal compreendida ou mesmo mal aceite. Excepção feita aos que, não coleccionando necessariamente o mesmo que nós, partilham tal "compulsão". Pessoalmente fui sempre um coleccionador compulsivo e entristece-me a memória das colecções que fui perdendo ao sabor das vicissitudes da vida e do inexorável espaço disponível para as manter. "A contrario" a mim me faz espécie quem de nada (de útil, entenda-se), gosta de preservar memória material. É evidentemente o polo oposto. Porém, como historiador, preservar memórias é um dos encantos que sempre me fascinou e tão pouco comum às atávicas características lusitanas...
Vem esta arenga a propósito da utilidade - e necessidade de visibilidade das mesmas - das colecções. Há uns dias na minha Universidade preparavam-se conferências sobre a queda do Muro de Berlim. Lembrei-me da minha colecção de medalhas da defunta RDA (que localmente comecei há largos anos) que muito poderiam pedagogicamente valorizar os eventos e que directamente tinham relação com o assunto.
E lá estão, até ao fim do mês, para quem tiver interesse é passar na Universidade Lusíada de Lisboa.

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10 novembro 2009

ELE HÁ MUROS E MUROS...


No 20º aniversário da queda do Muro de Berlim (de má memória) ninguém se parece importar com outros muros que, pelas mesmas absurdas razões, são edificados noutras paragens...
Porque será?

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10 novembro 2008

"KRISTALLNACHT"

O décimo nono aniversário da abertura da passagem do muro de Berlim pelas autoridades de Berlim Leste, foi ontem completamente esquecido, não obstante no dia seguinte, que hoje se celebra, ter começado o derrube daquela infâme construção.
A "óbvia" razão, o septuagésimo aniversário da "Kristallnacht", pois claro. Que importa a reunificação da Alemanha face às magnas questões que envolvem os eleitos? Há que lembrar sempre. É o tal dever de memória, do "nunca mais" e outras tiradas de estadão, e que memória eles possuem...
Naturalmente não me quero deixar de associar, esperando que me relevem o dia de atraso. Lembrando a data ocorreu-me a relativamente recente visita (inícios de Outubro) de Shlomo Venezia (judeu italiano, "testemunha" do holocausto e miraculado número 182.727 de Auschwitz) que veio até nós lançar o seu Sonderkommando (edição A Esfera dos Livros). Confesso-vos que não li o livro, pois é caro (19 €) e dentro do género de ficção gosto mais dos autores russos...
Colhi no entanto uma passagem desde "testemunho" e com ela, pedindo-vos que a leiam sem preconceitos e "macacos no sótão", espero que tirem as vossas ilações sobre os "testemunhos" dos miraculados:
Um dia, um dos homens encarregados de retirar os corpos da câmara de gás ouviu um barulho estranho. Era uma espécie de gemido que aumentou até se tornar num choro que identificámos como sendo de um bebé. Saltando por cima dos corpos, um dos homens encontrou uma menina, talvez com dois meses, ainda agarrada ao seio da mãe, a tentar mamar.
Chorava porque tinha fome e já não sentia o leite. Tirámo-la da câmara de gás mas não a pudemos salvar: o alemão abateu-a com um tiro. A frio.
Mas já sabem o que acontece a quem chama o que se deve chamar a quem invesnta tão inverosímeis testemunhos, não sabem?
Como dizem os attorney-at-law lá pela obamalândia: I rest my case.

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09 novembro 2007

WEG DER MAUER

WEG DER MAUER
9 de Novembro de 1989

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