29 agosto 2008

"COMÉDIE-FRANÇAISE"

A França. quarto país a reconhecer a "independência" do Kosovo (e o primeiro da União Europeia a fazê-lo) em 18 de Fevereiro, através do seu homúnculo húngaro-judeu-não sei que mais (terá algum pingo de sangue gaulês?) e do seu chefe de diplomacia, Bernard Kouchner afirmaram que, a propósito da Ossétia e Abecásia, a mudança unilateral de fronteiras por parte da Rússia a coloca fora da lei internacional...
Importam-se de repetir???

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13 agosto 2008

FALAR POUCO MAS COM PROPRIEDADE

Os EUA e alguns países europeus não podem falar em integridade territorial depois de terem apoiado a independência unilateral do Kosovo contra a vontade da Sérvia.
Porta-voz do Governo da Federação Russa

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11 agosto 2008

OSSÉTIA

A implosão e posterior dissolução da URSS em 1991, trouxe muitas novas nações, o ressurgimento de nações antigas que haviam passado a pertencer àquela Federação de Estados socialistas e ainda muitos anseios e aspirações territoriais. É indubitavelmente um assunto complexo e, como tal, bom para especialistas. A Ossétia do Sul formava um distrito autónomo no seio da República Socialista Soviética da Geórgia e quando a Geórgia se tornou independente em Abril de 1991 a Ossétia do Sul integrou o novo país, declarando, porém, a sua "independência" logo em Novembro desse ano. Apoiada pela Rússia, jamais foi reconheceida pela comunidade internacional.
Não vos recorda nada?
Pois é a política internacional é porca, mas é assim.
No Kosovo, América e União Europeia, que agora quer apresentar-se como mediador credível, borrifaram-se para a integridade territorial da Sérvia e reconheceram o Kosovo. Aqui, na Ossétia do Sul, com um fundo claramente étnico russo já se evoca a defesa da territorialidade da Geórgia. Como sempre dois pesos e duas medidas. Mas não é de estranhar a Rússia tinha avisado quando da leviandade balcânica.

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RECONHECENDO LIMITAÇÕES

Não tenho quaisquer pretensões a sábio, aliás à medida que vou avançando no tempo vou tendo, cada vez mais, a noção da minha profunda ignorância (ao que leio - esse terrível hábito - parece que isso não é mau, antes assim...), não tenho por isso hábito de perorar sobre todos e quaisquer assuntos, sob pena de me poder espalhar, o que facilmente, como calcularão, alguns bem gostariam de usar contra mim.
Poderia recorrer à internet e agências noticiosas, é certo, como alguns fazem, e depois aparentar que sei sobre tudo que sou um verdadeiro homem enciclopédico. Ninguém acreditaria, porém, que se saiba sobre tudos independentemente se se tratar de conflitos no "limes" das estepes europeias, a um conflito na Patagónia ou a uma altercação fronteiriça nos confins da Oceânia. Mas não sou assim e, verdadeiramente, tenho-me dado bem como sou. Tarde é, pois, para mudar.
Vem este já longo prolegómeno a propósito da recente guerra na Ossétia do Sul. Território sobre o qual sei pouco mais que onde se situa (o que se calhar já não é mau...). Não sou pois especialista sobre o assunto (mas prometo-vos que irei ler umas coisas), embora não pudesse deixar de reparar que me parece ninguém ter comentado alguns aspectos interessantes sobre esta questão. Que noutro postal tentarei alinhavar.
Entretando continua a Guerra com centenas de mortos e refugiados.

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