02 abril 2007

AS "MODAS" URBANAS

Afirma a revista "à 6ª" do "Diário de Notícias" do passado dia 30, numa crónica de João Lopes que "Hoje em dia, quando falamos de cultura popular, é ienevitável passarmos pelo hip-hop. Mais do que isso: quando abordamos o hip-hop, não estamos a falar apenas de música, mas de um complexo labirinto de atitudes, valores e poses que vão desde o universo dos sons às representações do mundo visual, da intimidade ao espaço da rua, do bairro à cidade." e onde um tal KRS-One nos esclarece que "O 'rap' é o que cada um faz, o 'hip hop' é o que cada um vive".
Como uma imagem vale mais que mil palavras, neste caso dada a eloquência talvez mais...

Não resisto a comentar. Quem não se reverá na cultura popular ao ver estas imagens? Quem não invejará as atitudes? Quem porá em causa os valores de tão excelsas criaturas? Quem não ficará com uma pontinha de pena por não partilhar as poses? Quem não implorará que os filhos sigam a moda desta nova "cultura popular"?

Só gente mal formada e pouco desenvolta, seguramente...

Sejamos claros, que merda de cultura é esta? A que povo pertence? Alguém normal quer isto para os seus filhos?

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15 março 2007

RONDA PELA IMPRENSA

Uma visão mais ou menos atenta pela nossa comunicação social oferece-nos, quase invariavelmente, tema suficiente para atestar das "misérias do mundo"
Revelação - No seu árduo trabalho de defesa da imagem do nosso (des)governo o Diário de Notícias descobriu esta Segunda-feira que apesar das escandalosas 2373 nomeações do actual executivo, sempre foram menos 431 do que em igual período de governação barrosista. Trata-se apenas como podem observar de uma questão comparativa. Não é o escândalo em si que importa, se relevado por outros maiores... De facto que importa o primeiro-ministro ter "só", 13 adjuntos, 19 assessores, 15 secretárias e 7 motoristas? Nenhum se tivermos em atenção as declarações do ministro Santos Silva de que o "desemprego é o nosso maior problema"... Compreendem-se assim as nomeações...

É fartar vilanagem...

Há gente que não tem com que se preocupar - No mesmo dia no mesmo jornal a actriz Scarlett Johansson confessava que sempre que se vê ao espelho vê um rapazinho... Tudo vale mesmo para dar nas vistas e aumentar a publicidade e aos vinte e poucos anos todas as tolices são desculpadas.
Pensando um pouco no assunto lembrei-me que dos anos de ensino masculino e de escolas internas a malta nunca encontrou rapazinho assim, teria feito, seu dúvida o contentamento da pequenada.
Enfim, como se demonstra, tenhamos esperança, não é só em Portugal que há gente tonta.

O que custa ser skater profissional? - Ora aqui está um drama pungente que nos foi trazido pelo Metro que revelava histórias de quem já lutou para atingir o estatuto entre nós. Confesso que o tema me fascinou tal é a minha devoção por tal "tribo urbana". De facto considero a prática de skate não como uma modalidade desportiva (de que o meu filho mais velho felizmente se curou com a idade) mas como uma moda de tribo urbana de quem, muito para lá de gostarem de ter coisas a rolarem por baixo dos pés, assume uma série de aspectos visuais, linguísticos e estéticos assaz deploráveis...

Como estava demonstrado - Diziam os antigos romanos. O título da notícia diz tudo sobre o desacerto de quem nos (des)governa: "privados abrem clínicas onde Governo fechou centros de saúde". É presiso dizer mais alguma coisa?

Sadomasoquista - A notícia do Diário de Notícias de Terça-feira vale, naturalmente o que vale, mas não deixa de ter graça mais uma "bomba" dos eleitos: "Embaixador de Israel era sadomasoquista". Parece que o sr. embaixador foi encontrado nú, alcoolizado, amordaçado e algemado nas traseiras da sua residência na capital de El Salvador. Lamento mas não há fotografias.

Preferia o circo romano - Agora que a TVI nos apresenta mais um espectáculo onde as nascidas para ignorar são encerradas com os nascidos só para estudar e posto que as raparigas "recrutadas na noite" (DN dixit) assumem com orgulho a sua condição de pouco dotadas (embora supostamente esculturais e lindas - que maçada os planos próximos que mostram tanta celulite impossível de disfarçar...), atingindo-se, voluntariamente, é certo, a raia do inaceitável e contribuindo-se para um estereótipo (desfazado da realidade) que deve fazer tremer no túmulo as mais acesas sufragistas, ocorre-me que, estranho por estranho, bizarro por bizarro ou por algo que tão elementarmente apele ao que de pior há na natureza humana antes queria as "matinés" do Circo Romano.

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