31 março 2010

EUFEMISMOS À PARTE

Eufemismos à parte, ou de cartilhas politicamente correctas, falar de criminalidade em Portugal só possuí uma tinta possível - negra e a mais carregada possível, como se diria em linguagem tipográfica.
Não sei se a pequena criminalidade aumentou ou não, mas a grande e grave, aquela que os Portugueses sentem aumentou e de que maneira. Independentemente de estatísticas travestidas ou de mentiras descaradas por parte dos actores do costume.
Portugal, fruto de uma política de fronteiras escancaradas, transformou-se numa plataforma de rotação de malfeitores (é evidente que a criminalidade também aumentou entre os portugueses que não Portugueses... mas isso também foi um dos manifestos "benefícios" da globalização) que aqui actuam com mais ou menos impunidade, regressam a países de origem e, retornam quando a "coisa" acalma...
Questão não menos importante é a das penas. Hão-de reparar como criminosos repugnantes se tornam em prisioneiros modelo e assim cumprem, em regra, um terço das já escandalosamente baixas penas... Um regabofe! São esses mesmos, por em muitos casos não saberem fazer mais nada, noutros apenas porque a vida na prisão é garantida, que lá regressam poucos anos passados (quando não meses...) iniciando todo o ciclo. Não tenho dados estatísticos mas quero crer que a reinserção de ex-condenados devem funcionar apenas numa iínfima percentagem os outros, apenas refinam e apuram técnicas...
É pois tempo que se aumentem as penas, que sejam efectivamente cumpridas e que as prisões deixem de ser campos de férias... Podem crer que pensariam duas vezes...

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16 outubro 2007

REPÚBLICA SECURITÁRIA

Que república, dizem eles democrática, crescentemente securitária é esta onde o perigo de difusão de ideias (por muito degradantes que as mesmas sejam para os senhores governantes - e sabem os deuses quanto o são tantas dos senhores governantes para nós...) é superior ao perigo de lançar nas nossas ruas bandidos, pedófilos, violadores e assassinos?
É esta a noção de segurança dos cidadãos? Felizmente que, cada vez mais os "politicamentecorretês" se encontram isolados nas suas torres de marfim um pouco dispersas por este triste país fora...

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18 setembro 2007

PENALIDADES

Que raio de país (e de quem nele legisla) é este que coloca criminosos na rua, deixando as vítimas ainda mais desprotegidas?
Que lógica é esta que premeia o crime e pune as inocentes vítimas?
A quem convém este estímulo à criminalidade e à crescente sensação de impunidade dos criminosos?
Mas voltamos sempre à mesma, descessem eles das suas "torres de marfim" e fossem eles os mortos, os roubados ou violados talvez descessem finalmente à terra e despissem a praga, contra-natura, do "politicamentecorrectês".
Eu ferveroso adepto de Alcatraz me subscrevo...

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