19 maio 2010

UM VATICÍNIO...

Não é, seguramente, o tema deste livro (que não conheço mas que deverá tratar de equilíbrios políticos e da crescente hegemonia americana a nível mundial que contraria, infelizmente, o outrora pujante papel da Europa) que em breve a Editora Guerra e Paz irá lançar mas confesso que entre humor, profetismo e, sobretudo, muita preocupação este título me parece particularmente profético, um tenebroso vaticínio a que asistiremos não daqui a muitos anos.
Na realidade, nenhum continente como a Europa se encontra sujeito aos desígnios desta "modernidade" multicultural e globalizante. Outros continentes há (felizmente para eles) onde estes ventos não penetram...
Nós entre o lóbi "gay", a miscegenação e o multiculturalismo (que só aqui é considerado como interessante e modelo a seguir) não andaremos cá por muitos mais anos. Será o terrível preço de uma Europa que foi obrigada, em nome de ideais que gerou (cada vez mais creio que para atingir um determinado fim... à vista, aliás) a caminhar para o seu ocaso cultural, civilizacional e também demográfico...
É, portanto, um título bem actual para um tema que parece não preocupar muito aqueles que aqui vivem...

Etiquetas: , , ,

23 fevereiro 2010

"QUO VADIS" PORTUGAL

O nosso "O Diabo" de hoje, onde desde há algumas edições colabora o nosso novo Lauro António, que se encontra remoçado e concedendo (e muito bem) a página 2 ao meu candidato à presidência da república, chama hoje à sua primeira página assunto de maior preocupação deste espaço - e felizmente de muitos outros - que raramente tem conseguido transbordar da "blogosfera":
"Portugal cada vez menos português".
Correndo o risco, pelos arautos do politicamente correcto e desse famigerado multiculturalismo (sempre e só aplicado à Europa, claro está...), de acusações de xenofobia - nunca mais será tempo de perceber que defender o que é nosso não é necessariamente atacar os outros? - o jornal diz o que todos sabemos: corremos o sério risco de, dentro de poucos anos termos um eventual equilíbrio demográfico feito à custa de não portugueses (muitos dos quais nos odeiam e nada fazem para se integrar, e não são apenas os que "O Diabo" chama à primeira página...). Pessoalmente quero lá saber se o meu País terá ou não equilíbrio demográfico se dentro de uns anos o bacalhau à Gomes de Sá tiver sido substituído pela picanha com arroz e o fado pelo funáná...
Não queiram abrir os olhos não...

Etiquetas: ,

15 julho 2009

PARA AQUELES

que acham que herança, tradição e identidade se podem obter à custa de crescimento demográfico alienígena aqui vos deixo as palavras de António Pires de Lima em recente entrevista (13 de Julho de 2009 - rúbrica "Alegações Finais") ao "Diário de Notícias":
A renovação demográfica não pode ser entregue à imigração. Um povo que não se renova acaba.(...) A solução passa por políticas que estimulem a renovação demográfica".
Acertadas palavras no mesmo sentido aqui sempre defendido.

Etiquetas: , ,

17 julho 2007

O ÚLTIMO PORTUGUÊS...

Uma crónica do "Diário de Notícias" de ontem assinada pelo jornalista Leonídio Paulo Ferreira e intitulada "Último japonês morre em 2800; último português não se sabe", aborda as dificuldades porque passam algumas nações menos subsídio dependentes no domínio da demografia (poderia dizer também algumas nações mais desenvolvidas mas não sei se tal linguagem ainda é admitida pelo "politicamentecorrectês"). Cita o exemplo do Japão, dizendo que para aquele país as contas estão feitas e, a não ser invertida a tendência (1,32 filhos), o último japonês morrerá, contas feitas, em 2800.
Refere duas "soluções" evidentes: o aumento da natalidade (pelos menos dois filhos por mulher) ou a importação de gente. E voltando ao Japão refere o caso muito interessante de tentativa de atracção dos nissei, brasileiros de etnia nipónica, uma comunidade muito grande no Brasil que pelo seu peso (a título de curiosidade até há bem pouco tempo havia conseguido impôr o Português como segunda língua oficial da International Sumo Federation, hoje já destronado pelo inglês) se revela como uma séria opção (sem custos de integração nem étnicos nem culturais) para os problemas demográficos japoneses.
Porém, tendo tão acertadamente falado deste caso de sucesso japonês, vai depois por caminhos ínvios dizendo que a Alemanha o fez com turcos, a Grã-Bretanha com paquistaneses e indianos e a França com árabes. Não verá, no meio do seu mundo "politicamentecorrectês" quão diferentes são estas opções e o segraccionismo ou auto-segregaccionismo provocado pelas opções europeias ao importar gente estranha à sua cultura, valores e tradições? É que crescer à custa da imigração é descaracterizar o país e não é, seguramente para mim, essa renovação demográfica que pretendemos.
Voltando ao caso japonês e comparando-o com Portugal, se queremos inverter as tendências demográficas entre nós temos apenas, de facto, duas opções: criar condições para que os Portugueses tenham mais filhos ou criar condições à importação de gente, não qualquer uma provinda de estranhas paragens, mas antes os nossos nissei, os emigrantes ou os luso-descendentes. É esse o exemplo japonês e de manifesto sucesso...

Etiquetas: , , , , , ,