08 fevereiro 2011

PORTUGAL-SÉRVIA

O último número da Lusíada. História (7 de 2010) - cujo tema de dossier é "A Primeira República e o Republicanismo em Portugal" - inclui o artigo, "Subsídio para a história das relações bilaterais entre Portugal e a Sérvia" (pp. 443 - 473) da minha autoria.

Nele se analisam, com a plena certeza de que muito mais há a fazer, as relações consulares e diplomáticas e ainda a interessante troca de condecorações entre os dois Estados. Uma abordagem que lança pistas que devem ser continuadas, nomeadamente, nos arquivos sérvios onde se encontrarão informações complementares àquelas que se podem encontrar quer nos arquivos quer nas publicações oficiais portuguesas.

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23 maio 2008

PORQUE JAMAIS PODERIA SER DIPLOMATA...

Diz-se entre todos os que entre nós comentam o assunto que no nosso ministério dos negócios estrangeiros, os diplomatas só os há de dois tipos: os bichos e as bichas, e talvez tal me tenha, cedo, demovido de qualquer veleidade diplomática. E ainda bem, acrescento.
A semana que se encerra deu a Portugal dois motivos de sobra para explorar em benefício dos seus interesses, daqueles verdadeiros e permanentes, tais motivos.
De que estarei a falar, perguntaram, tal a mudez, ou eventualmente pior, a estupidez que sobre tais assuntos, qual manto diáfano, se abateu.
Em Santiago de Compostela mais de 25.000 galegos exigiram o reconhecimento da sua língua como português, e acusando a brutal imposição do castelhano como ilegítima. Afirmaram, "a nossa língua não é regional nem dialectal, mas sim internacional. O galego é o português da Galiza e nós queremos que o galego se confunda com o português, mantendo as suas especificidades próprias".
Ao mesmo tempo o vice-presidente do Governo Autónoma da Catalunha, Carod Rovira, acusou a Espanha de não ter entendido até ao momento que Portugal é um Estado independente, mantendo uma espécie de "imperialismo doméstico" e incitando Portugal a apoiar a independência que pretende para a região, propondo referendo em 2014. Rovira apenas lembrou o óbvio (com demonstração provada na História): "O que menos interessa a Portugal é uma Espanha unitária (...) uma Catalunha independente na fachada mediterrânea poderia ser o contrapeso lógico ao centralismo espanhol".
O que ouviram por cá? Nada, claro. Ou melhor, na ressaca o embaixador em Madrid recusou estas ideias, em nome da "intensidade das relações". Pois...

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