06 outubro 2016

OLHA QUE BOM PARA ELE…

Deve ser hoje formalmente aclamado em Conselho de Segurança, o Engenheiro António Guterres como Secretário-geral das Nações Unidas, porventura o cargo internacional de maior estatuto que pode ser ocupado.
Quando em Dezembro de 2001, apresentou a sua demissão de Primeiro-ministro, após eleições que havia ganho em 10 de Outubro de 1999, mostrando manifesto desrespeito pela “democracia” e pelos seus votantes, que eles tanto apregoam, na sequência da vitória de outro partido nas eleições autárquicas", afirmou que era seu dever «evitar o pântano político» e que não possuía quaisquer «ambições políticas». Para quem abandonou o país e os portugueses, mantendo-se líder da Internacional Socialista, que deixou em 2005 para assumir o cargo de Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados e que agora tanto lutou para se alcandorar ao cargo de Secretário-geral da ONU, estamos conversados quanto ao valor da palavra deste indivíduo que apenas há quinze anos afirmava não ter «ambições políticas»… Lembrando um outro que igualmente fugiu a bater com os calcanhares no rabo, para ir «prestigiar Portugal» num cargo muito importante que, sabemos agora, lhe granjeou uma reformazita de mais de 7000 euros mês… Como esta gente serve Portugal, que comovente…
É verdade que dá um certo gozo esta escolha, por ser contra a vontade da gorda que comanda esta Europa, é verdade que o Presidente da República disse que reconhecer a importância da sua escolha «era apenas ser patriota», o que em certa medida não deixa de ser verdade (sou sempre por opções Portuguesas), agora que tenha ganho o melhor, isso já não sei pois, aparentemente, a ambição conflitua com a palavra dada… facto que, como bem sabemos, não é incomum neste políticos portuguese actuais…

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04 novembro 2014

SOBRE O GRANDE-COLAR DE DURÃO BARROSO


A condecoração ontem do Dr. Durão Barroso pelo Presidente da República com o Grande-Colar da Ordem do Infante Dom Henrique vem levantando as mais variadas observações, na maior parte das vezes por quem nada percebe do assunto.

Trata-se inquestionavelmente de uma situação excecional, uma vez que o ex-presidente da Comissão Europeia integra agora o lote de apenas três cidadãos nacionais condecorados com tal grau dessa Ordem Nacional.

São, de facto três, e não dois como muitos escreveram, eventualmente após consulta da Base de dados da Chancelaria da Presidência da República, que não obstante dotada de força de lei [alínea d) do número 65 da art.º da Lei n.º 5/2011 de 02.03.2011] apresenta inúmeras falhas, dela constando apenas o Professor Salazar. De igual modo numa pesquisa aleatória relativa a Chefes de Estado estrangeiros condecorados recentemente, e no relativo ao presente ano, se verifica que dela conta o Presidente de Moçambique, Armando Guebuza, condecorado em Julho, mas não o Presidente do México, Enrique Peña Nieto, condecorado em Junho, um mês antes. Este é apenas um sector que a incúria dos poderes vem deixando desleixar para manifesto prejuízo do importante e referencial papel que uma Chancelaria deveria desempenhar, parecendo reinar algum desnorte e desconhecimento (ou desinteresse?). As constantes mudanças políticas deste regime, para gáudio de alguns arregimentados, levam à colocação, em lugares fulcrais e que deveriam ser garantidos por técnicos com conhecimento e estudos na área, de pessoas que apenas cumprem lugar sem apetência para áreas que são, necessariamente, específicas e exigentes.

A Ordem do Infante Dom Henrique foi criada em 1960 (Decreto 43001, de 02.06.1960) de Junho, com o intuito de homenagear o Infante e para galardoar “actividades ou estudos histórico-marítimos ou ao conhecimento e divulgação da expansão de Portugal no Mundo”.

Em 1962 foi integrada no conjunto das Ordens Honoríficas Portuguesas pela “Lei Orgânica das Ordens Honoríficas Portuguesas” (Decreto Lei 44721 de 24.11.1962) alterando então os seus propósitos iniciais. O seu Art. 8.º estipulava que “A Ordem do Infante D. Henrique visa distinguir os que houverem prestado:

a) Serviços relevantes a Portugal no País e no estrangeiro;

b) Serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, sua história e seus valores.” E no Art. 15.º “(…) na Ordem Nacional do Infante D. Henrique haverá, além dos graus enumerados no artigo anterior, o grande-colar, sendo o referente a estas duas últimas exclusivamente destinado a agraciar Chefes de Estado”.

Destinada, como se vê a Chefes de Estado estrangeiros foi ao abrigo de uma excepção o Decreto-Lei n.º 48604 (de 04.10.1968, “Diário do Governo”, 235) que o Presidente do Conselho, Professor António de Oliveira Salazar, com ele foi condecorado “(…) A Ordem foi criada por iniciativa do Presidente do Conselho Doutor António de Oliveira Salazar, a fim de distinguir os que houvessem prestado serviços relevantes a Portugal no País (…). Ninguém como o próprio fundador correspondeu, nos nossos dias, aos objectivos da criação da Ordem. Durante toda a sua vida o Doutor Oliveira Salazar, como mestre universitário, escritor, Ministro das Finanças, dos Negócios Estrangeiros e da Defesa Nacional e Chefe do Governo, prestou os mais relevantes serviços ao País em todos os domínios e em todas as ocasiões em que a sua privilegiada inteligência foi chamada a servi-lo.

As leis prevêem casos normais e a figura e a obra do Doutor António de Oliveira Salazar são de excepção.

Justifica-se, por isso, que, para distingui-lo, se derrogue o princípio, equiparando aos chefes de Estado aquele que durante 40 anos conduziu o povo português”.

O segundo português com ele condecorado foi o General Vasco da Rocha Vieira em 2001 (estando em vigor o Decreto-Lei 414-A/86 de 15.12.1986). Na altura a legislação em vigor igualmente estipulava que o grande colar da Ordem continuava a ser “exclusivamente destinado a agraciar chefes de Estado (…)” (art.º 14), mantendo-se, no essencial, as razões de atribuição, “a) Serviços relevantes a Portugal, no País e no estrangeiro; b) Serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, sua história e seus valores” (art.º 7.º).

Foi, assim, necessário um diploma (Decreto-Lei 227/2001, de 20.08.2001) para sancionar tal excepção, “(…) o grande-colar da Ordem Nacional do Infante D. Henrique é exclusivamente destinado a agraciar chefes de Estado.

No entanto, a grande dignidade com que decorreu o termo da administração portuguesa do território de Macau, e a sua transferência para a República Popular da China, asseguradas pelo último Governador de Macau, constituíram tarefas ímpares e uma realização extraordinária, permitindo manter os laços de Portugal ao Oriente e estreitar as relações com a República Popular da China, o que merece ser assinalado e reconhecido, justificando que, excepcionalmente, seja concedido ao general Rocha Vieira, o grande-colar da Ordem Nacional do Infante D. Henrique”.

No caso do General Rocha Vieira esta excepção poderia – e deveria - ter sido evitada pois a sua actuação caberia plenamente no artigo 3º do mesmo Decreto-Lei 414-A/86 (então em vigor), “A Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito destina-se a galardoar: a) Méritos excepcionalmente relevantes demonstrados no exercício das funções dos cargos supremos que exprimem a actividade dos órgãos de soberania (…)”, Ordem com a qual o General deveria ter sido condecorado. Faltou a coragem para tal e recorreu-se, uma vez mais à excepção (recorde-se que este caso é substancialmente diferente do caso do Professor Salazar que, desde a década de 30 era já condecorado com a Grã-Cruz da Ordem da Torre e Espada).

Pela Lei das Ordens Honoríficas Portuguesas actualmente em vigor (Lei n.º 5/2011), a Ordem do Infante Dom Henrique, continua a manter idênticas finalidades, “a) Serviços relevantes a Portugal, no País e no estrangeiro; b) Serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores” (art.º 25), o número 3 do artigo 46.º continua a estipular que “(…) o grau de Grande-Colar destina-se a agraciar Chefes de Estado”, embora o número 4 especifique que “O Grande-Colar pode ainda ser concedido, por decreto do Presidente da República, a antigos Chefes de Estado e a pessoas cujos feitos, de natureza extraordinária e especial relevância para Portugal, os tornem merecedores dessa distinção”.

A terceira, e até agora última excepção, a do ontem condecorado, deve-se, de acordo com nota da Presidência, ao facto de se tratar “do mais alto cargo internacional alguma vez assumido por um português e, pelos serviços de extraordinária relevância prestados a Portugal e à União Europeia”.

Sobre a apreciação dos méritos relativos às três excepções descritas e seus merecimentos deixaremos a sua apreciação à decisão ao leitor.

(Um texto que hoje publiquei na página 11 d' "O Diabo")

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03 novembro 2014

HOJE, EM BELÉM, UM GRANDE DISPARATE...

19 setembro 2014

POIS CLARO...

Ao obsevarmos o entusiasmo do "cherne" com a vitória do "NÃO", tal só pode significar que o "SIM" era a opção certa...

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25 junho 2013

DIZEM POR AÍ...

Que o Durão Barroso é o combustível da extrema-direita...
É caso para dizer que assim estamos tramados...

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17 junho 2013

ELE HÁ CHALAÇAS BOAS...


Num recente encontro entre o Papa Francisco e o vosso amigo "cherne", num ambiente de cordialidade e brincadeira questionaram-se sobre que língua seria a escolhida para falarem entre eles, se o português ou o espanhol.
Ao que o  Papa brincou dizendo: «Nós entendemos, pela nossa parte diz-se que o português é um espanhol mal falado».
É o que se chama uma bela chalaça, plena de oportunidade para portugueses, ainda por cima referindo o Papa uma língua virtual...

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01 maio 2013

DESCUBRA AS DIFERENÇAS... OU "DIGAM LÁ SE O MEU FILHO NÃO É O ÚNICO QUE VAI BEM"...

Ou ainda, um labrego (de mão no bolso como quem vai a caminho da "bica"...) não deixa de o ser por muitas Grã-Cruzes que lhe ponham em cima...
A criatura, já que não sabe, não possuirá quem lhe faça assessoria de protocolo (não custa muito pois estas coisas estão na lei)?
Uma vergonha a Banda da Ordem de Orange-Nassau, usada ao contrário...

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13 setembro 2012

TRATANTE E FEDERASTA!

22 novembro 2008

NUNCA ESPEREI CONCORDAR COM ELE...

Daniel Cohn-Bendit pretende censurar Durão Barroso através de uma moção de censura no Parlamento Europeu.
O co-líder do grupo d' "Os Verdes" afirmou que a "Comissão não pode ter um presidente que muda conforme o vento".
Com muitas, muitíssimas mesmo, reservas ao "nosso" cherne parece-nos que o outrora líder do Maio de 68 erra a apreciação que faz ao presidente da comissão.
Ele não é tanto o mudar, é mais a teimosia, a obstinação, a veia eurocrática, o desinteresse das suas opções, a teimosia federasta, o desrespeito pelos povos que não vêm os amanhãs risonhos da UE, que fazem dele um mais que elegível alvo de uma justa condenação. Venha ela de onde vier...




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17 dezembro 2007

O CENTRÃO OU A FÁBULA DA ALTERNATIVA

Noticia hoje o vetusto "Diário de Notícias" que Barroso já agradeceu o apoio de Sócrates à sua recandidatura (p. 20). Num momento em que "democráticas" leis se preparam para conduzir à extinção as vozes dissonantes, torna-se cada vez mais maviosa a sinfonia do "centrão". O espantoso é que ainda há quem alinhe na cantilena da "fábula da alternativa" quando na realidade é apenas mais do mesmo...

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18 novembro 2007

A FÁBULA DO CHERNE

Afirma hoje o "Diário de Notícias" numa entrevista ao vosso cherne, o tal europeísta convicto, que a posição portuguesa sobre a guerra no Iraque - e consequentemente aquela tristíssima cimeira onde o indivíduo se tentou pôr em bicos dos pés - derivou de informações que leu e que não eram verdadeiras sobre o Iraque. Estando na éoca natalícia é caso para perguntar se o senhor Durão Barroso ainda acredita no pai Natal, ou se pretende ser apenas um tolo, ingénuo ou outro qualquer adjectivo que, com a continuação deste postal, tenderia a piorar...
De qualquer modo urge perguntar. Tendo sido enganado, como agora afirma, o que fez, disse ou pretende fazer a quem o enganou?

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23 outubro 2007

BESTIAL, PÁ!!!

Duas grandes obreiras do Tratado de Lisboa = Federação Europeia = Perda de soberania.
Ei-las radiantes pedindo melhores condições de trabalho...

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04 julho 2007

OS DOIS ESTAROLAS


Os americanos tinham os "Three Stooges", nós temos apenas os Dois Estarolas. Mas que são um ponto, são!

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29 junho 2007

DE ESPANHA...


...nem bom vento, nem bom casamento. Diziam os nossos sábios avoengos, numa atávica manifestação de desconfiança que urge cultivar ou pelo menos não ignorar.

Dada a distância de interesses entre Portugal e Espanha (falsamente disfarçados por uma fatalidade geográfica), quando não mesmo completo antagonismo, desconfio sempre de prémios recebidos por portugueses em Espanha. Fico sempre com a sensação de que, como Portugueses, não fizeram tudo os que deviam ou, de outro modo, não seriam distinguidos. Eis que chegou a vez do vosso amigo cherne (que hei-de fazer, não gosto do homem, nunca gostei, imbirro com tipos que não sabem apertar a mão...) ser distinguido pelo Real Madrid, na passada quarta-feira, com a insígnia de ouro e brilhantes e o diploma de sócio de honra, não só por ser um importante político mas dada a manifesta "afición del portugués por el Real Madrid". Deste fujão realmente tudo se espera...

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