17 outubro 2014

AINDA A ESCÓCIA... AGORAS QUE OS CATALÃES RECUAM...

19 setembro 2014

POIS CLARO...

Ao obsevarmos o entusiasmo do "cherne" com a vitória do "NÃO", tal só pode significar que o "SIM" era a opção certa...

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17 setembro 2014

"WISH FOR TOMORROW"

26 novembro 2012

"NO OBSTANT AIXÓ, AQUEST"*

*Ainda não foi desta...

Uma, necessariamente muito breve, súmula histórica
A zona catalã foi, no período histórico, colonizada inicialmente por gregos e cartagineses a que se seguiu, a ocupação romana (em cerca de 218 a.C.). A administração romana integrou-a, inicialmente na denominada Hispânia Citerior, e a partir do ano de 27 a.C. na designada Tarraconense.
No século V, com as invasões dos povos germânicos, foram os Visigodos a instalarem-se nessa área onde se veio a fundar o reino de Tolosa que se manteve até à invasão berbere, embora posteriormente com capital em Barcelona.
A reacção carolíngia no final do século VIII logrou reconquistar algumas cidades locais, entre elas Barcelona. Um século mais tarde Carlos “o Calvo” nomearia um conde de Barcelona subordinado à sua suserania e somente em finais do século X os condados catalães lograram ser independentes da monarquia franca. No século XII o conde de Barcelona foi reconhecido como soberano pelos demais condes locais, ainda que não adoptando o título de rei.
No século XII o conde de Barcelona, Ramon Berenguer IV tornou-se rei de Aragão, em virtude duma união dinástica, derivada do seu casamento com Petronila de Aragão, formando-se a Coroa de Aragão que incorporava os territórios catalães.
No século XIII, Aragão-Catalunha tornou-se uma importnate potência mediterrânica, graças à conquista dos reinos muçulmanos de Maiorca e de Valência (onde ainda  hoje se fala catalão). O poder de Aragão aumentaria com a conquista da Sicília em 1282, da Sardenha em 1354, com o domínio de Atenas e Neopátria e Nápoles em 1442. O estatuto de grande potência mediterrânica conduziu a um notório desenvolvimento do comércio, da manufactura, das letras e das artes
Data deste período o primeiro contacto frutuoso com a monarquia portuguesa. Na realidade D. Isabel de Aragão (a rainha Santa Isabel), filha de Pere II de Aragão, casou-se com o nosso rei português D. Dinis, marcando, de modo indelével, a sua cultura em território nacional.
Mais tarde, no século XV, o Infante D. Pedro, filho do duque de Coimbra, D. Pedro (neto, portanto de D. João I), e de Isabel de Urgell foi nomeado rei, pelos catalães, reinando como Pedro V de Aragão, Pedro IV da Catalunha, Pedro III de Valência.
Somente em 1469, o Rei Fernando II de Aragão casou com Isabel I, Rainha de Castela o que conduziu a uma união dos dois reinos e à posterior formação de uma monarquia espanhola.
Menos de dois séculos depois, entre 7 de Junho de 1640 e 13 de Outubro de 1652, os catalães envolveram-se num conflito, conhecido como a Guerra dos Segadores, contra o domínio  do rei Felipe IV. O espoletar da guerra deveu-se ao incómodo da presença de tropas espanholas no seu território no âmbito da guerra dos Trinta Anos entre a França e a Espanha.
No século XVIII, quando Portugal e a Catalunha, sem cuja revolta provavelmente, não teríamos logrado obter a nossa independência, lutaram juntos contra o rei Filipe IV, não só se desenvolveram as relações de natureza militar, como também as de ordem cultural e diplomática, sendo uma das nossas primeiras embaixadas pós-Restauração.
Também, durante a Guerra de Sucessão de Espanha, a Catalunha apoiou o pretendente austríaco (tal como nós e a Inglaterra), e somente depois da Batalha de Monjuic (11 de Setembro de 1714), apesar do heróico combate, teve que se render às tropas do pretendente francês. O novo rei, Filipe de Anjou (V de Espanha), era neto do rei francês Luís XIV e incorporou os territórios da antiga Coroa de Aragão sob o nome de Catalunha. A região deixou de ter um estado próprio (a Generalitat e o Conselho de Cento), perdeu os seus direitos e foi incorporada à força definitivamente no Reino de Espanha.
Só nos finais do século XIX floresce o movimento "Renaixença", que retoma as reivindicações do catalanismo político.
Muitas mais, e eventualmente mais importantes, semelhanças e interesses estratégicos se poderiam apontar entre os nossos países o que tornaria estas notas demasiado extensas...
Importa referir que, em vários dos momentos de perda da sua autonomia se verificou pesada repressão sobre os derrotados bem como a repressão cultural e linguística.
Dir-se-á, pois que as condições para uma Catalunha independente são as ideiais e, merecem a aprovação dos portugueses lúcidos (e sobretudo independentes da imperial Espanha que todos - nós antes dos mais - sempre pretendeu colocar sob a sua pata). A Espanha de hoje é muito mais débil que em 1640, 1873, 1931 ou 1934 quando eclodiram as breves Repúblicas Catalãs. E condição de monárquico à margem não parece ser o rei, apelando à contenção dos ânimos independentistas, o personagem ideal, ele que é descendente dos Bourbon, os verdadeiros coveiros da independência catalã.
Portugal nada tem a perder, antes pelo contrário, com a já referida (os chavões são, propagandisticamente, sempre audazes) "balcanização da península", ou seja com a proliferação de estados livres e independentes que nos permitam uma relação paritária e, sonho, permita a um estado ladrão (e que não honra a sua palavra) a devolução de Olivença.
À pergunta fulcral de como deve Portugal encarar este fenómeno. Uma resposta parece clara: será uma indignidade não estender a mão aos desejos independentistas dos nossos aliados catalães que, em 1640, nos estenderam a mão e permitiram que Madrid, empenhado em subjugar aquela revolta, permitisse as "veleidades" portuguesas.
É tempo, pois, de estender a mão à Catalunha!

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14 agosto 2012

HÁ 627 ANOS!!!


Aqui lhes travámos o passo e os desejos de submissão. Apesar das minhas tradicionais questões quanto à designação, e para ser inteligível, aqui fica o grito de ALJUBARROTA, SEMPRE!!!

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21 dezembro 2011

PARABÉNS A VUK JEREMIC

Questionado sobre se achava que "O Kosovo é um bloqueio às relações da Sérvia com a UE. Estaria disposto a abdicar das reivindicações sobre o Kosovo?", o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia, Vuk Jeremic, respondeu com um inequívoco e claro "Não"!
Na realidade, para quem possui carácter a chantagem tem limite!

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17 dezembro 2010

A FANTASIA


Com a devida vénia ao "Metro" relembro as eleições "independentes" da fantasia kosovar... para além da elevada abstenção a imagem ao fundo mostra eloquentemente quão profunda é aquela "independência"...

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17 fevereiro 2010

DOIS ANOS DE IGNOMINIOSA FANTASIA

ou a verdadeira (e mais esclarecedora) imagem de uma "independência" num dos principais acessos a Pristina...
Palavras para quê?
Kosovo é Sérvia!!!


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17 fevereiro 2009

NO ANIVERSÁRIO DE UMA FANTASIA

10 fevereiro 2009

MITROVICA NÃO ESQUECE

Milhares de sérvios manifestaram-se ontem no Norte do Kosovo contra a criação da denominada Força de Segurança do Kosovo. O líder dos sérvios do Norte do Kosovo, Nedeljkovic, afirmou que o objectivo da mesma é meramente a desestabilização do Kosovo e dos Balcãs.


Os sérvios, ainda maioritários nesta zona do seu país, exigem, ainda que Belgrado organize uma reunião do Parlamento sérvio em Kosovska Mitrovica a 17 de Fevereiro, data em que se comemora o primeiro aniversário da declaração unilateral de "independência do Kosovo", considerada ilegal pela Sérvia e que ocorreu depois de nove anos de "protectorado" internacional, em que todos os desmandos albaneses foram tolerados, criado na sequência da guerra de agressão da OTAN contra a ex-Jugoslávia.


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03 dezembro 2008

ENTREVISTA DO EMBAIXADOR DUSKO LOPANDIC

Entrevista da jornalista Ana Clara na edição de "O Diabo" de hoje.

Portugal reconheceu a independência do Kosovo, na linha do que já sucedeu com a maioria dos Estados-membros da UE. Já disse publicamente que Portugal não o deveria ter feito. Porquê?

Consideramos que todos os países deveriam refrear qualquer decisão relativa à denominada “independência” do Kosovo antes de o Tribunal Internacional de Justiça se pronunciar sobre a legalidade da declaração unilateral de “independência”, que nós consideramos ilegal e nula. Uma vez que Portugal decidiu reconhecer o Kosovo, esperamos que outros países não façam o mesmo, sobretudo depois da adopção da Assembleia-Geral das Nações Unidas de que seja ouvido o Tribunal Internacional de Justiça sobre a legalidade de tal declaração de “independência”.


A Assembleia-Geral da ONU debateu um projecto de resolução da Sérvia, a qual nunca reconhecerá a independência do Kosovo. Sendo que o Kosovo ainda não foi reconhecido pela esmagadora maioria dos Estados das Nações Unidas, podemos considerar arriscada a decisão de Portugal? Quais os seus riscos?

Existe um sério e real risco de ulterior desestabilização da região do Ocidente dos Balcans. Mais, reconhecer declarações unilaterais de independência contribuirá para minar o sistema internacional europeu (isto é OESC), bem como o sistema das Nações Unidas (isto é o respeito pelas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e da sua Carta).

Reconhecer o Kosovo, sobretudo tendo por base uma declaração unilateral de independência juridicamente inválida, significa, como consideram alguns analistas, hostilizar Belgrado?

Qualquer reconhecimento terá efeitos nas relações bilaterais entre a Sérvia e o país envolvido, sobretudo se posterior à resolução da Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Portugal deveria evitar isso? Não o fazendo que riscos o Governo/Estado português corre, a partir deste momento, nas relações com a Sérvia?

As relações não serão as mesmas. Todavia, registámos com agrado que Portugal não tenha estado entre os primeiros países a tomarem tal decisão. Pensamos, igualmente, que Portugal possa estar entre os países que apoiarão a nossa solicitação de renegociação do estatuto final do Kosovo.

Na sua opinião Portugal colocou-se numa situação em que tem de clarificar se é uma aliada da Sérvia ou se está com a generalidade dos países da União e com os seus aliados da NATO?

Não creio que tal escolha seja necessária. A questão fundamental reside na questão se desejamos a prevalência das leis internacionais ou se favorecemos a lei da selva, isto é, que os Estados mais fortes ditem e imponham caminhos, de acordo com os seus interesses, para o modo como as questões e problemas internacionais devem ser resolvidos.

De que forma pode Portugal sair deste processo diplomático ileso e sem comprometer as suas relações diplomáticas a todos os níveis?

Cada país é soberano e pode tomar as medidas que considera consentâneas com o seu interesse nacional. Todavia, deve prestar atenção às normas, regras, leis internacionais e ás obrigações decorrentes da Carta das Nações Unidas e outros documentos. Tal assume particular importância para os pequenos países que devem estar conscientes da sua vulnerabilidade sem a protecção das normas internacionais.

Com o reconhecimento da independência do Kosovo por parte da comunidade internacional são colocados em causa todos os cânones do direito internacional, os seus mecanismos e regras?

Vou colocar esta questão de um modo muito simples: não é possível alterar as fronteiras internacionais de um país sem o seu consentimento. Tal é uma clara violação do direito internacional. Mais, qualquer decisão relativa aos interesses vitais de um país (tais como direito de soberania, integridade, questões fronteiriças, respeito dos direitos humanos e das minorias, etc) deve ser discutida em acordo com o país envolvido e jamais contra as suas posições. Assim, não há e não haverá solução para o estatuto do Kosovo sem o acordo da Sérvia, que jamais aceitará soluções impostas.

A independência do Kosovo significa um ataque à Sérvia? Em quê concretamente? O que sente o povo sérvio com o reconhecimento do Kosovo pela comunidade internacional?

O Kosovo faz parte da Sérvia e do seu território. As leis internacionais protegem a integridade de cada Estado soberano. O Kosovo fazia parte da Sérvia na época medieval bem como da época moderna. Existem milhares de antigas igrejas ortodoxas Sérvias no Kosovo, inclusivé quatro mosteiros que fazem parte da lista do Património da Humanidade da UNESCO. Os Sérvios consideram o Kosovo uma parte da sua pátria e são-lhe muito apegados. Não deve ser admitida a noção de que se trata de uma “colónia” da Sérvia, pelo contrário uma parte significativa da população albanesa é constituída por populaçõse vindas da Albânia.

Como analisa o comportamento da União Europeia em todo este processo?

A União Europeia viu-se dividida nesta questão política e foi conduzida por outra super-potência. Não conseguiu encontrar nenhuma solução pragmática, nenhum compromisso ou solução original aceitável para as partes envolvidas. Todavia, apreciamos os esforços da UE no auxílio da estabilização e desenvolvimento da região, inclusive no Kosovo. A longo prazo, idealizamos o futuro da região no seio da UE. Estamos igualmente disponíveis para discutir a implementação da EULEX sob três condições: estatuto de neutralidade, decisão do Conselho de Segurança das NU e não aplicação do plano Ahtisari (ou seja a sua parte relativa à independência do Kosovo).

Tendo em conta os processos que estão em curso na ONU o que espera que venha a acontecer?

A adopção da resolução da Assembleia-Geral das Nações Unidas sobre a questão da legalidade da declaração unilateral de “independência” do Kosovo ajudará na busca de uma nova solução para o difícil problema do estatuto do Kosovo. Estamos desejosos de novas negociações sobre aquele estatuto que se fundamentem em compromissos e não em actos unilaterais. Entretanto acordámos num projecto de 6 planos para a reconfiguração da UNMIK, solução que foi bloqueada por Pristina.

Acha que algum dia sérvios e kosovares vão poder conviver em harmonia, no mesmo espaço, e sem lutas históricas, territoriais e culturais?

Sim, se as partes excluirem a violência e a imposição unilateral de soluções, Os Sérvios no Kosovo vivem em enclaves, “prisões abertas”, com constante perigo de vida se viajarem sem protecção. As suas crianças não se podem deslocar livremente às escolas para já não falar de outras actividades. Existe uma precariedade de serviços públicos básicos, tais como electricidade ou cuidados de saúde. Todas as cidades do Kosovo, à excepção de Mitrovica, encontram-se hoje etnicamente limpas e exclusivamente povoadas por albaneses, ao passo que mesmo durante a ocupação Otomana os Sérvios viveram durante séculos em cidades como Pristina, Prizren, Pec e outras cidades. Esperemos que todos no Kosovo possam um dia ter uma vida decente, sem temerem a todos os minutos pela sua vida, apenas por terem uma diferente nacionalidade ou religião.

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26 novembro 2008

QUEM DESESTABILIZA, AFINAL?

Ontem o “primeiro-ministro do Kosovo”, Hashim Thaçi, expressou a rejeição ao plano da ONU para o envio da missão civil da União Europeia (EULEX), afirmando que tal missão viola a Constituição (leia-se, a pretensa “Soberania”) daquela província sérvia que unilateralmente declarou “independência” em Fevereiro passado.

Thaçi dirigiu-se ao Parlamento afirmando que "o plano de seis pontos é e será inaceitável e inaplicável para o povo do Kosovo e às instituições". Este plano, elaborado pela ONU com aceitação da Sérvia (que vem adoptando uma postura dialogante e tendente ao entendimento), propõe, por exemplo, que a Polícia local, as alfândegas, os tribunais respondam à Administração das Nações Unidas no Kosovo (UNMIK), e não perante a EULEX, situação rejeitada pelo “Governo kosovar”, liderado por Thaçi, e pelo “presidente” do Kosovo, Fatmir Sejdiu, que consideraram que o acordo viola sua “soberania”, ao criar, em seu entender, duas administrações paralelas.

Consequente com as suas posições de guerrilheiro/terrorista, Thaçi manifestou temer que tal plano represente uma divisão do território (?) e destacou que o Kosovo é um país "soberano e independente" e "vai seguir assim para sempre".

Para aqueles que se tinham esquecido da figura e seus comportamentos Thaçi mostra a sua verdadeira face, agora entendam-se com o que fizeram...

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18 novembro 2008

O Vaticano não planeia reconhecer a independência do Kosovo e não irá sequer discutir o assunto, segundo afirmou a Secretaria de Estado da Santa Sé. O Cardeal Tarcisio Bertone declarou que considera que o assunto se encontra aberto e em discussão nas Nações Unidas. Realçou, ainda, que um grande número de países não reconheceu a declaração unilateral de independência dos albaneses do Kosovo e que tal não deve ser esquecido.

Para além do respeito pelo direito internacional a Santa Sé não pretende que o assunto do Kosovo possa beliscar o bom momento de relacionamento com a Igreja Ortodoxa Sérvia que vem contribuindo para um frutuoso diálogo ecuménico.

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11 novembro 2008

MAIS UM FORA DA LEI

Os afazeres das últimas semanas impediram-me de vos dar conta de que a Malásia se tornou, no passado dia 31 de Outubro, o 52º Estado fora da lei, porque agindo contra o direito internacional, ao reconhecer a "independência" do Kosovo.
Como em análogas situações, infelizmente não generalizadas (bem que os excelsos embaixadores da federasta entidade, mais o do patrão do outro lado do oceano, podiam ser postos com as malinhas no aeroporto Nikola Tesla de Belgrado, não fora os euros acenados...), ao embaixador da Malásia foram dadas 48 horas para abandonar o país o que veio a acontecer no passado dia 2 de Novembro.
Como já aqui tinha alertado, depois do primeiro reconhecimento islâmico - pelos Emiratos Árabes Unidos - inevitavelmente outros se seguiriam.

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15 outubro 2008

MAIS UNS "BY YOUR COMMAND"

Os Emiratos Árabes Unidos (notório estado EUA dependente...) tornaram-se, ontem, o primeiro estado árabe a reconhecer a “independência” do Kosovo, abrindo, lamentavelmente a porta aos mais que previsíveis outros reconhecimentos de estados islâmicos nos próximos tempos, o que parece revelar o início de uma tendência negativa relativamente ao lóbi - bem sucedido - que a Sérvia vinha promovendo naquela região.

No comunicado da agência oficial WAM não se esquecia de referenciar que o novo “estado” possui uma maioria muçulmana e uma população eticamente albanesa. A agência oficial do Emirado afirma ainda que o reconhecimento é um claro sinal de apoio às nações que exercem o seu legítimo direito à auto-determinação. Embora, ao que parece, tal direito seja apenas para este “unique case” (ainda gostava que me explicassem, bem devagarinho, o porquê deste estatuto, de modo inteligível e sem a priori ditados pela “american voice”...) não se aplicando à Abecázia, Catalunha, Ossétia do Sul, País Basco entre tantos outros...

O que me irrita nisto tudo é que se pretenda mascarar de direitos e justiça o que é meramente a execução de inconfessáveis interesses americanos e dos federastas europeus...

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14 outubro 2008

AINDA O KOSOVO

Explosões, sirenes de ambulâncias, confrontos e agitação nas ruas vão fazendo o quotidiano de Podgorica (capital do Montenegro), na sequência da manifestação de cerca de 10.000 manifestantes pró-Sérvia que protestavam contra o reconhecimento do Kosovo pelo seu país e da qual resultaram dezenas de feridos.

A oposição critica aquela decisão afirmando que o governo apunhalou a Sérvia pelas costas e aos gritos de “Traição”, “Kosovo é Sérvia” ou “Kosovo, coração da Sérvia” concederam ao primeiro-ministro um ultimatum para anular o reconhecimento dentro de 48 horas, convocar um referendo sobre o assunto ou sujeitar-se à convocação de eleições antecipadas.

Lembremos que cerca de 1/3 da população do Montenegro se declara sérvia, havendo apenas cerca de 7% de população albanesa.. Aqui como em tantos outros países uma consulta popular deitaria por terra as opções políticas de um governo distante dos anseios do seu povo. Sondagens fornecem mesmo o expressivo número de aproximadamente 80% de opositores a esta decisão. Mas o motivo é óbvio e declarado: pressões da UE; de novo o pranto de lentilhas... Lá como cá...

A BBC dá-vos imagens aqui: http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/europe/7668595.stm

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11 outubro 2008

APOSTO NESTES PARA PRÓXIMOS...