09 junho 2012

ONDE? NA EUROPA, POIS CLARO...

29 julho 2010

TRÊS MARIAS...

Sou, confesso, um enorme apreciador do nosso vinho verde (aquele que alguns "puristas" mais distraídos desconsideram com alguma leviandade e, manifesta, injustiça). É um produto nosso, específico, de inegável qualidade, fino sabor e paladar tão característico. Gosto dele acompanhando várias das nossas notáveis especialidades gastronómicas embora, como com todos os vinhos, a sua aptidão se revele melhor com algumas delas. Lembra-me sempre o nosso belo Minho que lhe dá berço, nostálgico, puro e de gente sã e hospitaleira. Acho, verdadeiramente, que condiz com as gentes que o produzem, francas e sedutoras, e tal como ele, a um tempo austeras e aveludadas.
Reduto de uma Portugalidade de antanho, o Minho, preserva essências de um Portugal tradicional, impoluto e menos sujeito às contaminações desta globalização e mundialismos niveladores e padronizadores. Como aliás, felizmente, ainda em muitos outros sítios do território nacional, sente-se ali Portugal.
Entre os vinhos verdes existia, digo-o no passado por razões que adiante aduzirei, um vinho corrente das Caves do Casalinho (de Santo Adrião de Vizela), o "Três Marias" de castas Azal, Trajadura e Arinto (Pedernã), um vinho corrente mas honesto de cor citrina e aroma fresco e equilibrado com um final macio, ainda que fresco. Uma boa "pomada" dir-se-ia numa linguagem sem pretensões de erudição. Uma das coisas que me fascinava nesse vinho era o fabuloso rótulo (alguém arranja e me envia uma reprodução de qualidade?), que apresentava, fazendo juz ao nome, três belas moçoilas minhotas, devidamente ataviadas com o traje regional, uma ruiva (tipo com alguma predominância entre as mulheres da região seguramente por influência céltica), uma trigueira e uma loira escura com as cabeças parcialmente cobertas pelo tradicional lenço. Num fabuloso rótulo se consubstanciava o fundo rácico atlântico (mas não atlante...) das nossas gentes. Uma beleza de simplicidade que cativava o meu olhar e atenção e que ainda hoje recordo com saudade. Porém, nestes novos tempos, de multiculturalismo e miscigenação galopante (quase, quase, já imposta...), esse belo rótulo, e com ele a maior parte do encanto que esse vinho sobre mim exercia, foi substituído por um, subordinado aos ditames do politicamente correcto onde as três marias são reduzidas a um singelo contorno (do perfil de outrora) e as feições substituídas por uma renda (igualmente bela e portuguesa) que em nada se equipara à beleza pura, inata e espontânea da marca que nos fazia sonhar muito para lá do vinho, sinais dos tempos...

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18 julho 2010

NÃO PARAM DE ME SURPREENDER...

Na realidade, a leitura dos nossos órgãos de comunicação social não para nunca de me surpreender. Agora, após anos de leitura afincada de todos os relatórios da UNESCO e outras repartições das Nações Unidas, estando quase convencido que o género humano não possuia raças eis que o "Diário de Notícias" publica conclusões de investigadores da Universidade de Harvard, publicadas na insuspeita Science em que os "afro-americanos [americanos de raça negra, para os mais desatentos...] têm mais doença renal que os brancos".
Parece, então, que afinal há raças e que até possuem manifestas diferenças... Fiquei baralhado e com o Domingo estragado...

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22 novembro 2009

NÃO SEI PORQUÊ CADA VEZ ACREDITO MENOS...

Ontem no "Diário de Noticias" (21.Nov) a reputada antropóloga (física, claro está, pois o resto é mera fantasia...), Professora Eugénia Cunha numa extensa e interessante entrevista nos dava conta das suas actividades ao serviço da investigação forense. Devo dizer-vos que do que lá li fiquei com a nítida certeza de que muito do que nos vendem sobre o actual estudo (ou ausência dele) das raças humanas é uma mera patranha ao serviço do malfadado "politicamentecorrecto". Na defesa do dogma da igualdade das raças escreve-se, frequentemente, que a diferença genética é mínima, e outras coisas que servem os ditos propósitos sendo, cada vez mais, necessário procurar nas entre linhas a verdade sobre a questão. Ainda ontem, para quem quiz ler, a reputada cientista afirmou que através dos ossos se distinguem as raças. Lícito é pois perguntar, sem qualquer intuíto valorativo, obviamente, serão as raças humanas assim tão iguais que até nos ossos divergem?
Questões que seguramente não são convenientes a um dos dogmas da ciência dos nossos dias...

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12 agosto 2008

ATÉ MESMO NOS SUPER-HERÓIS

Apesar das vozes que o negam, países há que persistem em ver raça nos seus habitantes e vertê-la mesmo para os documentos de identificação. Já sabíamos do caso de Angola, mas também em Singapura tal prática existe... mesmo para super-heróis.

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21 julho 2008

AFINAL EM QUE FICAMOS?

Noticiou o insuspeito "Diário de Notícias" (Sábado, 19 de Julho de 2008) em notícia aqui reproduzida, que diferenças genéticas (as tais consideradas ínfimas) entre as sub espécies de homo sapiens sapiens são afinal determinantes para a imunidade, ou ausência dela, a certas enfermidades. O tema não é novo, evidentemente, muito menos nesta tribuna, onde pelo menos numa ocasião, e por ocasião de uma série de postais dedicados à Antropologia, abordei o tema das ditas diferenças genéticas e suas implicações médicas.
Sob o título de "Gene africano facilita infecção pelo HIV" afirma-se que o gene "DARC" aumenta a protecção contra a malária mas aumenta até 40% a possibilidade de contrair a sida. Parece encontrada a explicação para o porquê da malária atacar tão diferenciadamente brancos e negros em África.
Importa, então, como sempre fazemos, perguntar: então há genes africanos e dos outros? Demonstrará a ciência que as sub espécies existem mesmo, a arrepio do politicamente correcto? E a crer nestas pesquisas não será potencialmente prejudicial a mistura das mesmas? Ou pelo menos estarão estudadas as suas potenciais implicações sanitárias?
A verdade é que, negando a antropologia (a que não chamo física, por redundante, como aqui sempre afirmei), parece a genética vir cada vez mais destapar o sol que a peneira do politicamente correcto tenta encobrir...

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23 junho 2007

REVISITANDO A ANTROPOLOGIA 5

Na realidade a constatação das diferenças genéticas, que podem ir de um insignificante 0,1% até aos 8% (nos casos de sub espécies mais afastadas), podem ter duas leituras claramente distintas. Uma proclama que tais diferenças, percentualmente pouco importantes, não possuem significado, argumentando que as distâncias genéticas aumentam de modo contínuo sendo as suas definições arbitrárias. Segundo os defensores deste modelo a tentativa de impor uma classificação por “raças” seria a imposição de uma descontinuidade artificial num fenómeno contínuo e normal. Porém, outros cientistas entram em discordância com tais postulados afirmando que a afirmação do primado da ausência de significado da noção de raça deriva, antes do mais, de motivações políticas e que as diferenças genéticas são, efectivamente, significativas (estudos como o da propensão para a aquisição ou rejeição de determinadas doenças têm sido desenvolvidas neste domínio). Não se vislumbra, pois, que a questão seja isenta de paixão nem dos tais apriorismos que inquinam tais discussões. Mas a verdade é que desde Carolus Linnaeus que se definiu o conceito de raças para os humanos como por ele também foram classificados muitos outros animais.

Todavia, tal constatação nada tem a ver com o que se pretendeu denominar etnocentrismo como a crença de que determinado grupo étnico ou sub espécie detivesse maior importância ou superioridade relativamente aos demais. Claude Lévi-Strauss utilizou tal conceito para definir racismo como a crença de que uma dada raça (é essa a expressão do antropólogo) é biologicamente superior às demais detendo sobre elas uma qualquer vantagem. A busca de genes, cromossomas ou DNA “superiores” determinou buscas genéticas nesse sentido. Não se procuram, aqui, superioridades ou inferioridades na espécie humana apenas, e só, a constatação das diversidades existentes e do direito, como nos demais animais, à preservação das mesmas.
(continua)

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22 junho 2007

REVISITANDO A ANTROPOLOGIA 4

Eis nos, pois, chegados ao animal que cientificamente dá pelo nome de Homo sapiens sapiens. Animal que, justamente ou talvez não, se considera ocupar o lugar cimeiro no reino animal, muito por causa, como atrás referimos, da tal capacidade intelectual exclusiva – ou como já se aflorou, talvez não (ao tratar estes temas lembro-me sempre do notável livro La planète dês singes, editado em 1963 por Pierre Boulle, e adaptado ao cinema com o nome de Planet of the Apes) – do domínio da razão. É esse domínio que, entre outras óbvias vantagens, lhe confere o denominado livre arbítrio (desde logo para decidir da sorte dos demais animais...). Será que esta espécie – Homem – para além dessa diferença possui outras de vulto relativamente aos demais animais? Como vimos abordando ao longo deste artigo, desde as tartarugas (testudines), aos gatos (felis catus), aos cães (canis lupus familiaris), aos cavalos (equus caballus), ao gado bovino (bos taurus) e finalmente aos nossos primos primatas, todas as espécies apresentam sub espécies ou “raças”. Será a espécie homem uma excepção? Não terá ela, à semelhança dos seus mais próximos parentes, sub espécies? Será esta espécie original nessa característica? Claro que não!

Negam-no a arqueologia e as evidencias. Afirmam-no, todavia, pseudo ciências defensoras do politicamente correcto, que esgrimem algo que ninguém contesta – só há uma espécie humana (Serão espécie e raça sinónimos neste contexto? Não o são para gatos, cães e tantos outros animais pelo que, relativamente ao homem poderemos estar simplesmente perante um apriorismo de conveniência cultural e, relembro, uma vez mais, que falamos de diversos membros de um mesmo reino animal. Será que o homem, devido às tais capacidades que não partilha com os demais membros do reino pode alterar, de acordo com as suas conveniências, classificações científicas?) – mas que mesmo assim não conseguem evitar dizer que as diferenças (afinal existem!) entre as principais sub espécies (caucasóide, negroíde e asiática) dessa raça única representam apenas uma pequena percentagem (quão pequena?) do conjunto das características genéticas. E, voltando ao princípio, tratando-se de um animal, poder-se-ia perguntar qual a percentagem de variação entre o lince da serra da Malcata e outro da Europa central, seria maior ou menor? E entre o pastor alemão e o pastor belga? Mas por muito pequena que seja a percentagem não advogamos, mesmo assim, a sua preservação, a preservação dessas distintas sub espécies de canis lupus?
(continua)

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21 junho 2007

REVISITANDO A ANTROPOLOGIA 3

Mas afastados que andámos por ordens muito diferentes da nossa, embora com todas elas partilhemos domínio, reino, sub-reino, filo, sub-filo, classe, subclasse e infra classe (ups, esqueci-me das tartarugas que já estavam bem lá atrás e que são mais distantes de nós uma vez que se afastam na classe ao integrarem a dos répteis) o que significa que na escala evolutiva dos animais são relativamente próximas de nós. Mas concentremo-nos nos primatas, sobretudo naqueles que nos acompanham até ao nível da família dos hominidæ.




Entre os nossos primos em terceiro grau (separam-se de nós apenas a nível da família): os orangotangos existem duas espécies maiores Pongo pygmaeus e Pongo abelii, subdividindo-se a primeira em três sub-espécies: Pongo pygmaeus pygmaeus, Pongo pygmaeus morio e Pongo pygmaeus wurmbii. Entre os gorilas, nossos primos segundos (separam-se de nós apenas a nível da sub-família), existem duas sub-espécies: Gorilla gorilla e Gorilla beringei, cada uma destas dividindo-se, respectivamente em mais duas Gorilla gorilla gorilla e Gorilla gorilla diehli e Gorilla beringei beringei e Gorilla beringei graueri. Também entre os nossos primos direitos (separam-se de nós apenas na tribo), os chimpanzés existem duas sub-espécies maiores Pan troglodytes e Pan paniscus (o denominado bonobo), subdividindo-se a primeira em Pan troglodytes troglodytes, Pan troglodytes verus, Pan troglodytes vellerosus e Pan troglodytes schweinfurthii.

Seria hoje lícito, ou sequer imaginável, advogar a supressão de alguma destas sub-espécies e não defender por todos os meios disponíveis a sua continuidade? Seria imaginável mesmo num qualquer cenário “orwelliano” (infelizmente cada vez mais próximos de nós), a instigação a um conúbio (forçado ou voluntário) entre sub-espécies com o intuito de supressão de uma delas? Alguém o desejaria, ainda que Pan troglodytes verus e Pan troglodytes vellerosus de moto próprio “decidissem” empreender a miscigenação das suas subespécies conduzindo á extinção de uma delas ou de ambas, com o surgimento de um híbrido? Estou certo que a “humanidade” o evitaria por todos os meios e que os zoólogos o impediriam na certa. A resposta às questões parece-me, pois, igualmente evidente…

(continua)

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REVISITANDO A ANTROPOLOGIA 2

Outro tanto se passa com os cavalos (do latim caballu), uma das sete espécies modernas do género Equus, membro dessa mesma família dos asnos e das zebras, a dos equídeos. Todos os sete membros existentes da família dos equídeos pertencentes ao género, Equus, podem relacionar-se e produzir híbridos, não férteis, as mulas. Os cavalos (Equus caballus), possuem por sua vez diversas “raças” ou espécies. Alter, Andaluz, Árabe, Berbere, Bolonhês, Bretão, Holsteiner, Oldenburgo, Percheron, Shire ou Sorraia, são apenas algumas das designações entre as mais comuns. Quererá alguém prescindir desta fabulosa diversidade em nome de uma padronização forçada de um tipo único de equus caballus? A defesa de um tipo deles, sua selecção e apuramento, acarretará algum malefício para as demais? A resposta parece-me evidente.

O mesmo é válido para o gado bovino, à excepção do toiro de lide, que foi quase generalizadamente domesticado transformando-se em gado doméstico, descende do auroque na Europa e do guar na Ásia (uma situação, como em muitas outras, em que o género actual depende de fósseis distintos da Pré-história), denominam-se genericamente de Bos taurus e subdividem-se em duas “raças” principais Bos taurus taurus e Bos taurus indicus (ambas com milhares de subespécies, da primeira - Alentejana, Angus, Barrosã, Charolês, Frísia, Limousin, Mertolenga, etc - e da segunda - Gir, Guzerat, Hariana, Nelore, Zebu, etc). Devido, desde logo, ao largo consumo da sua carne em diversas partes do mundo estaríamos disponíveis para abdicar desta diversidade? E o que dizer do que representam em termos culturais como elementos que traduzem especificidades de áreas regionais bem distintas e delimitadas? Creio que, uma vez mais, a resposta seria óbvia.

Parece, pois, começar a alinhavar-se a ideia de que, no que ao homem diz respeito, a preservação das demais espécies ou subespécies de animais é um valor inviolável, indiscutível e que todos os esforços empregues nessa mesma preservação são lícitos e desejáveis. Mas não estaremos muito longe dos domínios da Antropologia e mesmo da nossa ordem dos primatas? Sim, é certo, mas esta introdução era importante e decisiva para a continuação deste artigo (que se arrisca a uma maior extensão do que a inicialmente prevista).

(continua)


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06 março 2007

"ÍNDIOS 'CHEROKEES' EXPULSAM NEGROS"

Publica este título a edição de hoje o "Diário de Notícias" na última página.

Aquela tribo (a segunda maior dos EUA - a maior são os 'navajos'), aprovou a expulsão dos descendentes de escravos negros da tribo por uma maioria de 77% dos votos, alterando a sua Constituição de modo a limitar a cidadania apenas a índios puros.
O chefe Chad Smith explicou e sublinhou que a nação 'cherokee' apenas se limitou ao exercício do seu mais básico direito democrático, votar. Acrescentando que os assuntos sobre a Nação 'Cherokee' a ela dizem respeito, que com a presente votação uma decisão foi atingida e que a mesma não pode ser alterada.
Alguns breves comentários para acentuar o ligeiríssimo tom com que o tema do racismo é abordado na peça. É sempre, de facto, muito complicado aos facciosos jornalistas comentar o racialismo desde que para lá dos "tenebrosos" brancos.
Por mim contunuo sem entender qual é o mal de toda e qualquer raça querer preservar a sua pureza e identidade. Os brancos, não devem ser, naturalmente excepção...

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