ONDE? NA EUROPA, POIS CLARO...
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Sou, confesso, um enorme apreciador do nosso vinho verde (aquele que alguns "puristas" mais distraídos desconsideram com alguma leviandade e, manifesta, injustiça). É um produto nosso, específico, de inegável qualidade, fino sabor e paladar tão característico. Gosto dele acompanhando várias das nossas notáveis especialidades gastronómicas embora, como com todos os vinhos, a sua aptidão se revele melhor com algumas delas. Lembra-me sempre o nosso belo Minho que lhe dá berço, nostálgico, puro e de gente sã e hospitaleira. Acho, verdadeiramente, que condiz com as gentes que o produzem, francas e sedutoras, e tal como ele, a um tempo austeras e aveludadas.Etiquetas: Enologia, Minho, Miscigenação, Raça, Vinho verde
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Ontem no "Diário de Noticias" (21.Nov) a reputada antropóloga (física, claro está, pois o resto é mera fantasia...), Professora Eugénia Cunha numa extensa e interessante entrevista nos dava conta das suas actividades ao serviço da investigação forense. Devo dizer-vos que do que lá li fiquei com a nítida certeza de que muito do que nos vendem sobre o actual estudo (ou ausência dele) das raças humanas é uma mera patranha ao serviço do malfadado "politicamentecorrecto". Na defesa do dogma da igualdade das raças escreve-se, frequentemente, que a diferença genética é mínima, e outras coisas que servem os ditos propósitos sendo, cada vez mais, necessário procurar nas entre linhas a verdade sobre a questão. Ainda ontem, para quem quiz ler, a reputada cientista afirmou que através dos ossos se distinguem as raças. Lícito é pois perguntar, sem qualquer intuíto valorativo, obviamente, serão as raças humanas assim tão iguais que até nos ossos divergem?Etiquetas: Antropologia, Eugénia Cunha, Raça
Noticiou o insuspeito "Diário de Notícias" (Sábado, 19 de Julho de 2008) em notícia aqui reproduzida, que diferenças genéticas (as tais consideradas ínfimas) entre as sub espécies de homo sapiens sapiens são afinal determinantes para a imunidade, ou ausência dela, a certas enfermidades. O tema não é novo, evidentemente, muito menos nesta tribuna, onde pelo menos numa ocasião, e por ocasião de uma série de postais dedicados à Antropologia, abordei o tema das ditas diferenças genéticas e suas implicações médicas.Etiquetas: Antropologia, Raça, Racialismo
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Mas afastados que andámos por ordens muito diferentes da nossa, embora com todas elas partilhemos domínio, reino, sub-reino, filo, sub-filo, classe, subclasse e infra classe (ups, esqueci-me das tartarugas que já estavam bem lá atrás e que são mais distantes de nós uma vez que se afastam na classe ao integrarem a dos répteis) o que significa que na escala evolutiva dos animais são relativamente próximas de nós. Mas concentremo-nos nos primatas, sobretudo naqueles que nos acompanham até ao nível da família dos hominidæ.
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Outro tanto se passa com os cavalos (do latim caballu), uma das sete espécies modernas do género Equus, membro dessa mesma família dos asnos e das zebras, a dos equídeos. Todos os sete membros existentes da família dos equídeos pertencentes ao género, Equus, podem relacionar-se e produzir híbridos, não férteis, as mulas. Os cavalos (Equus caballus), possuem por sua vez diversas “raças” ou espécies. Alter, Andaluz, Árabe, Berbere, Bolonhês, Bretão, Holsteiner, Oldenburgo, Percheron, Shire ou Sorraia, são apenas algumas das designações entre as mais comuns. Quererá alguém prescindir desta fabulosa diversidade em nome de uma padronização forçada de um tipo único de equus caballus? A defesa de um tipo deles, sua selecção e apuramento, acarretará algum malefício para as demais? A resposta parece-me evidente.
O mesmo é válido para o gado bovino, à excepção do toiro de lide, que foi quase generalizadamente domesticado transformando-se em gado doméstico, descende do auroque na Europa e do guar na Ásia (uma situação, como em muitas outras, em que o género actual depende de fósseis distintos da Pré-história), denominam-se genericamente de Bos taurus e subdividem-se em duas “raças” principais Bos taurus taurus e Bos taurus indicus (ambas com milhares de subespécies, da primeira - Alentejana, Angus, Barrosã, Charolês, Frísia, Limousin, Mertolenga, etc - e da segunda - Gir, Guzerat, Hariana, Nelore, Zebu, etc). Devido, desde logo, ao largo consumo da sua carne em diversas partes do mundo estaríamos disponíveis para abdicar desta diversidade? E o que dizer do que representam em termos culturais como elementos que traduzem especificidades de áreas regionais bem distintas e delimitadas? Creio que, uma vez mais, a resposta seria óbvia.Etiquetas: Antropologia, Raça, Racialismo
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