A IDENTIDADE É - APARENTEMENTE - UM VALOR NÃO APLICÁVEL NA EUROPA...
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Relatam os jornais o enredo familiar entre a actriz negra Halle Berry, o modelo branco Gabriel Aubry e a filha de ambos de nome Nahla. Consta que o pai (pelo que se pode comprovar pela fotografia junta afectado de graves problemas de visão...) não gosta que a mãe se refira à filha de ambos como negra. E a coisa não fica por aqui. À mãe defensora da teoria "one drop" segundo a qual basta uma gota de sangue negro para que a filha o seja também (reparem que no caso desta acérrima defesa rácica ninguém levanta a voz condenatória...), opõe-se o pai, desconfortável, e descrito por uma ex-namorada como "extremamente racista".Etiquetas: Mestiçagem, Racialismo, Racismo


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Ontem surpreendi-me (confesso-vos que não sei como me surpreende ainda a televisão em Portugal) ao ver a novela da TVI "A Outra".Etiquetas: Racialismo, Racismo, Televisão
Noticiou o insuspeito "Diário de Notícias" (Sábado, 19 de Julho de 2008) em notícia aqui reproduzida, que diferenças genéticas (as tais consideradas ínfimas) entre as sub espécies de homo sapiens sapiens são afinal determinantes para a imunidade, ou ausência dela, a certas enfermidades. O tema não é novo, evidentemente, muito menos nesta tribuna, onde pelo menos numa ocasião, e por ocasião de uma série de postais dedicados à Antropologia, abordei o tema das ditas diferenças genéticas e suas implicações médicas.Etiquetas: Antropologia, Raça, Racialismo
Noticia hoje o "Global Notícias" em primeira página que a "Sociedade portuguesa tem comportamento suicida", acrescentando, sem "qualquer racismo ou xenofobia nesta análise", que Portugal , com os portugueses de hoje, vai ter tendência a desaparecer.Etiquetas: Antropologia, Miscigenação, Racialismo
do "Todos diferentes, todos anormais"... Um gasto desnecessário do Estado. Onde está escrito, excepto no "politicamentecorretês" que não se possa ver a nacionalidade, o credo ou a raça (afinal existe?)? Que tem isso a ver com preconceito? Etiquetas: Racialismo, Racismo
Fui hoje de manhã, como podem comprovar pela imagem junta, realizar um E.C.G. com Prova de Esforço, coisa mais ou menos de rotina, confesso que vim de lá manifestamente maçado pois a "coisa" não está nada famosa, não obstante, os imensos medicamentos com que me encharcam, com correspondente dispêndio de euros... Maçado com o resultado, portanto, mas adiante que isso pouco importa aqui.Etiquetas: Pessoal, Racialismo
Chegamos ao ponto, pois, analisando o homem como animal, de colocar a questão: não terá o homem o mesmo direito de reclamar e pretender preservar as suas sub espécies, sem que tal implique qualquer acção contrárias às demais, tal como ele homem impõe aos restantes animais (é de facto, apenas, uma sobranceria racional humana pretender impedir o cruzamento das panteras com os tigres, por exemplo, porque falamos então, nesses casos de perigo de extinção?)? E aqui chegados a questão é meramente pessoal e cultural e nenhuma pode pretender sobrevalorizar-se à outra, muito menos a que vai prevalecendo por contrária à analogia com o reino animal, que controlamos, mas a que jamais deixaremos de pertencer…
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Mas afastados que andámos por ordens muito diferentes da nossa, embora com todas elas partilhemos domínio, reino, sub-reino, filo, sub-filo, classe, subclasse e infra classe (ups, esqueci-me das tartarugas que já estavam bem lá atrás e que são mais distantes de nós uma vez que se afastam na classe ao integrarem a dos répteis) o que significa que na escala evolutiva dos animais são relativamente próximas de nós. Mas concentremo-nos nos primatas, sobretudo naqueles que nos acompanham até ao nível da família dos hominidæ.
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Outro tanto se passa com os cavalos (do latim caballu), uma das sete espécies modernas do género Equus, membro dessa mesma família dos asnos e das zebras, a dos equídeos. Todos os sete membros existentes da família dos equídeos pertencentes ao género, Equus, podem relacionar-se e produzir híbridos, não férteis, as mulas. Os cavalos (Equus caballus), possuem por sua vez diversas “raças” ou espécies. Alter, Andaluz, Árabe, Berbere, Bolonhês, Bretão, Holsteiner, Oldenburgo, Percheron, Shire ou Sorraia, são apenas algumas das designações entre as mais comuns. Quererá alguém prescindir desta fabulosa diversidade em nome de uma padronização forçada de um tipo único de equus caballus? A defesa de um tipo deles, sua selecção e apuramento, acarretará algum malefício para as demais? A resposta parece-me evidente.
O mesmo é válido para o gado bovino, à excepção do toiro de lide, que foi quase generalizadamente domesticado transformando-se em gado doméstico, descende do auroque na Europa e do guar na Ásia (uma situação, como em muitas outras, em que o género actual depende de fósseis distintos da Pré-história), denominam-se genericamente de Bos taurus e subdividem-se em duas “raças” principais Bos taurus taurus e Bos taurus indicus (ambas com milhares de subespécies, da primeira - Alentejana, Angus, Barrosã, Charolês, Frísia, Limousin, Mertolenga, etc - e da segunda - Gir, Guzerat, Hariana, Nelore, Zebu, etc). Devido, desde logo, ao largo consumo da sua carne em diversas partes do mundo estaríamos disponíveis para abdicar desta diversidade? E o que dizer do que representam em termos culturais como elementos que traduzem especificidades de áreas regionais bem distintas e delimitadas? Creio que, uma vez mais, a resposta seria óbvia.Etiquetas: Antropologia, Raça, Racialismo


E, em caso algum, a defesa de uma subespécie possui como objectivo primeiro, ou maior, a supressão das demais. Apenas a existência de ambas na salutar preservação das características identificativas que as tornam próprias, admiradas e dignas de apreço. Assim é com todos os animais. A existência de um clube de cultores dos Boxers visa apenas a manutenção, selecção e eventual apuramento dessa “raça”, nas características que lhe são identificativas e não a supressão ou sequer menorização dos Pastores alemães ou Mastins napolitanos. É algo, parece-me, evidente, pacífico e aceite.
(continua)
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Uma espécie de prefácio ao postal que ando a preparar...Etiquetas: Antropologia, Racialismo, Racismo