15 abril 2010

JUSTIÇA?

Na farsa de Haia, aquele tribunal de uma "justiça" - política e dominada por aqueles que foram declarados como os "bons" - e que, consequentemente se pretende vesga e parcial, foram começados a ouvir os testemunhos contra o líder dos sérvios-bósnios.
Não negando que devam ser ouvidos todos quantos foram vítimas, apenas se me ocorre perguntar, quando são ouvidos os testemunhos dos sérvios que atestam o massacre levado a cabo por muçulmanos da Bósnia contra essas populações ou ainda quando começam a ser julgados os agressores da OTAN que lançaram o bombardeamento sobre populações indefesas de um Estado soberano europeu. É que a justiça, para o ser, deve ser imparcial e não vesga, ou não será assim?

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10 março 2010

SREBRENICA... E O RESTO?

Continua a farsa, travestida de Tribunal Penal Internacional da ex-Jugoslávia, onde, como é frequente na história, prevalece a história dos vencedores fazendo-se tábua rasa dos direitos e verdade dos vencidos. Que os conflitos étnico-religiosos nas guerras balcânicas provocaram numerosas vítimas, dando lugar a excessos sempre presentes na guerra (desde que ela existe), de parte a parte, não é segredo para ninguém. O que é injusto, iníquo e contra o direito é que, numa guerra, se vejam apenas crimes de um dos lados da contenda, gozando o outro campo de total impunidade e apresentando-se, exclusivamente, como vítima... Sobretudo quando, fruto de desígnios ínvios, forças tenebrosas decidiram acabar com um estado soberano a que imputaram todos os males.
No julgamento (ou será meramente a aplicação da lei de Lynch, disfarçada de aplicação do direito?) de Radovan Karadzic (antigo líder dos sérvios da Bósnia) este afirmou em sua defesa que o massacre de Srebrenica e o cerco de Sarajevo (as suas duas maiores acusações), se devem considerar actos de legítima defesa, num momento em que os sérvios já haviam feito todas as possíveis concessões para poderem coabitar com os muçulmanos bósnios que a todo p transe pretendiam a criação de um estado islâmico, reiterando como justa e sagrada a sua causa e acusando os bósnios de pretenderam recuperar o poder do império otomano.
Acusou, mostrando fotografias, os bósnios de plantarem corpos em lugares atacados nomeadamente num mercado para onde foram transportados cadáveres para simular um ataque sérvio. Aliando estes dados à limpeza étnica contra a minoria sérvia (que todos pretendem apagar), por parte dos bósnios, se este julgamento fosse sério ainda se viraria o "feitiço contra o feiticeiro", mas como não é, os "culpados" estão encontrados, falta apenas a pena...
Vae victis!

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08 agosto 2008

IMPORTA RECORDAR?

Disse Karadzic no passado dia 31 de Julho: “A primeira irregularidade que aponto é a caça às bruxas nos meios de comunicação social, que começou nos media muçulmanos mesmo antes do conflito armado e que me nomeou criminoso de guerra numa altura em que as únicas vítimas eram os sérvios” ( negrito - branquito neste caso? - é da minha responsabilidade).
Escreveu Carlos Santos Pereira (Diário de Notícias, 7 de Agosto de 2008), sob o título "Omissões e silêncios de Srebrenica" (p. 31) lembra que, antes do assalto Sérvio à localidade (11 de Julho de 1995) e subsequentes execuções de muçulmanos, "Entre 1992 e 1993 forças muçulmanas de Srebrenica devastarm dezenas de aldeias sérvias daquela região do Leste da Bósnia massacrando a população que não conseguiu fugir." (o sublinhado é dele, e nosso...). Recorde-se que Santos Pereira fala do que presenciou no local, mas parece que mais ninguém o viu ou sabe. Tanto assim que os heróicos comandantes dessas campanhas muçulmanas foram mandados em paz por aquele "tribunal" da Haia...

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03 agosto 2008

AMERICANICES... OU, NÃO FORA A VIDA DE KARADZIC, AINDA NOS IRIAMOS RIR MUITO...

Karadzic disse ao TPI, no passado dia 31 de Julho, que o seu julgamento não será justo porque "ninguém acredita na sua inocência" e é vítima de uma verdadeira “caça às bruxas” instigada pelos EUA.

Karadzic refere que a sua detenção foi “acompanhada por muitas irregularidades drásticas”, afirmando que “A primeira irregularidade que aponto é a caça às bruxas nos meios de comunicação social, que começou nos media muçulmanos mesmo antes do conflito armado e que me nomeou criminoso de guerra numa altura em que as únicas vítimas eram os sérvios”; "Os meios de comunicação internacionais deram continuidade a essa caça às bruxas, de forma que agora muitas pessoas consideram inimaginável a possibilidade desse tribunal me absolver. Eu acredito que esse facto prejudica seriamente este julgamento".

Acusou, ainda, o norte-americano Richard Holbrooke ter desejado a sua morte (afirmou efectivamente: “se existe alguém que merece a pena de morte é Radovan Karadzic e Ratko Mladic”) e de ter faltado ao acordo estabelecido, num documento divulgado ontem pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Jugoslávia.

Na moção apresentada por Karadzic afirma-se que, "Em 1996, em nome dos EUA, Richard Holbrooke fez uma proposta aos ministros e homens de Estado que eram os meus representantes autorizados, comprometendo-se em nome do seu país a que eu não fosse julgado diante deste Tribunal"; "Incapaz de cumprir os seus compromissos feitos em nome dos EUA, Holbrooke) passou ao plano B - a liquidação de Radovan Karadzic".

O acordo referido por Karadzic seria uma contrapartida secreta da sua saída da Presidência do seu partido, o SDS, e da Presidência da República Srpska, a entidade dos sérvios da Bósnia, então exigida pelos EUA para facilitar a aplicação do acordo de paz de Dayton (1995), que pôs fim à guerra da Bósnia (1992-1995). Richard Holbrooke, que negociou e acompanhou a aplicação do acordo de Dayton, sempre desmentiu a existência desta contrapartida secreta, classificando Karadzic como “um dos grandes assassinos em massa mundiais”. O antigo embaixador norte-americano na ONU e ex-secretário de Estado adjunto declarou que esta “é uma história inventada” por Karadzic.

Porém, além de Karadzic, foi a vez de ontem aos microfones da Rádio Belgrado, o ex-ministro servo-bósnio Aleksa Buha (ministro das relações exteriores da República Srpska até 1998) afirmar que foi testemunha, em 1996, de um acordo entre o emissário americano, Richard Holbrooke, e Radovan Karadzic, que garantia imunidade ao então líder dos sérvios na Bósnia, afirmando: "Holbrooke prometeu formalmente que Karadzic não seria levado ao tribunal de Haia se abandonasse definitivamente a vida pública”. Buha afirmou que a promessa de Holbrooke foi realizada durante uma reunião em Belgrado "na noite de 18 para 19 de Julho de 1996", na qual participaram Slobodan Milosevic, então presidente jugoslavo, Milan Milutinovic, na época chanceler da Jugoslávia, e Momcilo Krajisnik, um alto dirigente dos servo-bósnios.

Resta acrescentar que o acordo, garantido pela CIA até 2000, terminou quando, na ocasião das eleições gerais na Bósnia a Central se apercebeu que Karadzic continuava a dirigir o partido nacionalista sérvio, SDS, apeasr do acordo que lhe vedava o envolvimento em actividades políticas. Tal ter-lhe-á valido a fúria americana e valido a decisão da suapensão da protecção informal.

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01 agosto 2008

O LOGRO...

Após decisão da reunião da UE, logo o governo de vendidos de Belgrado extraditou Karadzic para os Países Baixos. A União Europeia, para que não restassem quaisquer dúvidas, impôs condições e coarctou a liberdade de um Estado soberano como pré-condição para a admissão. É caso para dizer que mal começa a adesão da Sérvia à confraria dos federastas.
Como sempre quem é fraco e pobre “saltou à ordem de comando” e a arrepio do próprio direito interno e violando a legalidade do direito sérvio, para cumprir as ordens dos amos de Bruxelas, entregou Karadzic para o abate naquele tribunal político .
Que acontecerá quando o recurso, enviado pelo advogado de defesa de uma remota cidade da Sérvia, chegar aos tribunais? Como justificarão que antes de tal recurso chegar aos tribunais a actuação do governo tenha já tornado inútil a sua apreciação? Precisam de melhor exemplo de como as normas da EU se sobrepõe às dos Estados “soberanos” que nela se encontram ou mesmo daqueles que inconscientemente nela pretendem entrar? Como pode o governo sérvio justificar esta grosseira violação das normas legais internas?
A Sérvia, que cada vez mais se verga, se esperava algum progresso imediato bem cedo verá o logro em que caiu!

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30 julho 2008

"SÉRVIA NÃO ENTRARÁ NA UE SE NÃO EXTRADITAR KARADZIC"

29 julho 2008

HÁ POUCAS HORAS



Por cá na SIC. Mário Crespo com piadas asnático-comparativas, comparava Karadzic a Hitler(?) e afirmava, face à postura intelectual de Karadzic, que "o outro também julgava que era arquitecto".

Valeu Carlos Santos Pereira que relatou os massacres que viu de populações sérvias pelos muçulmanos e os juramentos de vingança dos soldados que se vieram a verificar em Srebrenica ... mas parece que foi o único que viu tal coisa.

Relembrou que, numa entrevista, Karadzic lhe disse que se o TIP fosse um tribunal justo e imparcial ele mesmo se entregaria e mostraria as suas ordens (que Santos Pereira leu) em que recomendavam a maior prudência aos seus soldados.

Mas como não tinha razão para crer, nem ninguém sério tem, da isenção do TPI não se entregou voluntariamente para a farsa a que vamos assistir.

Aplauso para Santos Pereira que sabe do que fala.

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BELGRADO, HOJE...

As forças nacionalistas, do Partido Radical Sérvio, convocaram para hoje uma enorme mobilização, por toda a Sérvia e mesmo na Bósnia (onde Karadzic é reverenciado como herói de guerra pelos sérvios da Bósnia… esta maçada dos dois lados é mesmo aborrecida…), contra o governo (19h na Praça da República da capital), com o objectivo de protestar contra a extradição do ex-presidente da República Srpska, Radovan Karadzic, embora o seu advogado, Svetozar Vujacic, preveja que o governo o tentará enviar rapidamente para o tribunal da Haia, antes mesmo da realização do protesto.
Apesar das declarações de ontem de Ivana Ramic, porta-voz do tribunal de Belgrado, de que o apelo de Karadzic contra a extradição para o TPI não tinha chegado até ao fim do dia, a defesa apresentou os registos de que o mesmo foi enviado por correio minutos antes do fim do prazo, na sexta-feira. Numa encenação estranha, ou talvez não, os serviços postais negam tê-la, bem como o tribunal. Assim, no caso de o apelo não chegar num prazo razoável, afirmou Ramic, os juízes irão julgar a extradição de Karadzic sem ter em conta a objecção deste.
Dada a tensão em torno desta questão, temem-se confrontos hoje à noite nas ruas de Belgrado (uma vez que na última vez que os nacionalistas organizaram uma manifestação contra os países ocidentais, que haviam reconhecido a “independência” do Kosovo em Fevereiro, tal ocorreu). O líder do partido que convocou a manifestação, Aleksandar Vucic, afirmou que "O protesto é contra o regime traidor e ditatorial" do presidente Boris Tadic, e do primeiro-ministro fantoche Mirko Cvetkovic, que prendeu o ex-chefe de Estado na semana passada. Ontem, também, o ex-primeiro-ministro Vojislav Kostunica (e ex-presidente da Jugoslávia), acusava o novo governo de se enfeudar a interesses estranhos e não ter coragem de por em causa a legitimidade do TPI.
As posições extremam-se e a espúria ligação que permitiu o governo recentemente aprovado não parece garantir, por exemplo, uma consistente defesa do interesse sérvio, nomeadamente na questão do Kosovo que bem poderá vir a ser trocado por uns euros.
Na realidade a crença do novo governo pró-federalista europeu de que a prisão de Karadzic fortalecerá a aposta na adesão à União Europeia, rompendo com uma posição de legalismo do anterior executivo que recusava extradições, aliada à recente decisão do novo governo de que os seus embaixadores nos países europeus que reconheceram a “independência” do Kosovo regressarão aos seus postos (o ministro sérvio do Ambiente considerou que esta decisão vai ser benéfica, no sentido de reforçar a posição diplomática da Sérvia…), não augura nada de bom…

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27 julho 2008

A EXTRADIÇÃO

Como era previsível, as notícias que chegam da Sérvia dão conta que um em cada três sérvios considera que o ex-líder sérvio bósnio, Radovan Karadzic, foi um herói, enquanto que a maioria (54%) se revela contra a sua entrega ao TPI.
Aliás, relativamente a este "tribunal" a hostilidade é manifesta com 86% dos inquiridos, numa óbvia manifestação de lucidez, a considerá-lo "anti-sérvio" e "parcial", não se lhe conhecendo idêntico zelo na condenação de líderes muçulmanos que cometeram atrocidades contra os sérvios...
Como um dia me disse um amigo sérvio: "desde 1999, quando a NATO nos atacou e bombardeou, que o povo Sérvio enloqueceu, de outro modo de que maneira se pode explicar a nossa rendição e prostração?". Sábias palavras estas sobre as quais muitas vezes tenho reflectido e que cada vez mais me parecem actuais.
A história da guerra contra a ex-Jugoslávia vem-nos, como bem sabem, sendo apresentada de acordo com a exclusiva visão dos vencedores, os EUA e a UE, de um lado estão os muito bons e de outro os muito maus: os Sérvios. A uns, os primeiros, nada se aponta, aos segundos todos os males são imputados.
Quem se lembra que Karadzic, como Sérvio, se opôs exclusivamente à declaração unilateral de independência que o muçulmano, Alija Izetbegovic, levou cabo na Bósnia, após um "referendo" que a UE (apesar de não acautelar direitos de minorias...) sancionou? Quem se recorda que tudo começou com uma lúcida denúncia de Karadzic de que se pretendia implantar uma República Islâmica na Bósnia? Quem se lembra que abandonou Sarajevo com o propósito análogo criar a República Srpska' O conflito entre esses mundos litigantes era (e é) inevitável e os excessos de parte a parte sucederam-se (hoje aos sérvios nem a possibilidade de se juntarem à pátria-mãe é consignada), como sempre com dois pesos e duas medidas a "comunidade internacional" só aos bons concedia o direito de auto-determinação. Os Sérvios lutaram, contra aqueles que apostaram (e apostam) na sua destruição, foram derrotados, chacinados e, sobretudo, demonizados.
Ainda um dia se descobrirá porque era importante para o ocidente a completa destruição da Jugoslávia e a castração do povo sérvio... Estou certo que a história justificará muitas das acções tomadas nesta guerra, se não as justifica já... Veja-se o Kosovo.
Apesar das declarações de ontem do Primeiro-Ministro Sérvio, Mirko Cvetkovic, de que a cooperação com o tribunal da Haia é importante para a defesa da soberania da Sérvia, uma vez que o seu país segue um escrupuloso respeito pelo direito internacional (embora esse mesmo direito não tenha demonstrado a necessária isenção para com a Sérvia...), quer se trate desta questão de cooperação com o tribunal internacional, quer contra a declaração unilateral de independência do Kosovo (análoga, aliás à da Bósnia e igualmente defendida pela UE e EUA...), resta esperar para ver que espaço de manobra será, uma vez mais, deixado ao governo de Belgrado.

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25 julho 2008

TEMAS...

Estes três dias de abstinência informática impediram-me de tratar com o interesse que os assuntos impunham alguns temas da actualidade. O tempo agora não abunda. Ficam pois breves referências:
- A selvagem da aluna da escola Carolina Michaelis apresentou "desculpas" e tudo ficou sanado. Sinais dos tempos e do medo dos professores (e seus representantes) em serem consequentes...
- Radovan Karadzic, a troco de alguns euros, vai ser extraditado para ser "julgado" no hilariante TPI. Alguém tem dúvidas que está condenado antes mesmo de chegar a Haia? E para quando os julgamentos, ao menos um, dos que massacraram populações sérvias? É que numa guerra há dois lados... mas claro de um deles estão os "bons"...
- A nossa jovem Michelle Brito, apesar de o Ténis não se incluir nos meus desportos de eleição, merece o nosso aplauso, não só pela fantástica exibição e vitória num "set" ante a "godzílica" mana Williams, mas ainda pela justa ascenção no top da modalidade.
- Apesar da importação de "portugueses", e dos esforços da cidadania rápida, as taxas de natalidade continuam em queda. Sendo que é entre os importados que mais se nasce, a coisa não se revela famosa...

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