21 dezembro 2010
21 maio 2010
DIZEM-ME
O Dr. Pedro Passos Coelho vem cá hoje a um almoço-debate da Associação dos Antigos Alunos da Universidade Lusíada, creio que, por obrigação lá terei que ir e aproveitar para o questionar sobre algumas das suas últimas posições, nomeadamente o acordo com o vosso amigo Sócrates. Dizem-me por cá, em defesa da criatura que, em nome do pragmatismo não podia fazer outra coisa. Talvez seja verdade mas, pelo menos três considerações se impõe:- Não participou o PSD na destruição, a mando de Bruxelas, do aparelho produtivo do país?
- Não esteve, como os demais partidos, no processo de mão estendida a que se habituaram?
- Não nos mentiram quando acusámos a UE de nos ter já roubado a independência?
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14 dezembro 2009
09 dezembro 2009
HIPOCRISIAS...

Existia uma, até agora quase obscura e desconhecida marca de "jeans" (fabricados na Coreia do Norte) a Noko Jeans, cujas vendas, presumo, para além de certos sectores "vanguardistas" (sempre atentos a estas bizarrias), seriam seguramente pouco significativas. Eu, confesso, desconhecia-a em absoluto.
Declaro desde já, para que quaisquer dúvidas não subsistam, que nada me liga à denominada República Democrática e Popular da Coreia do Norte, nem à dinastia dos Kim e que não nutro pelos mesmos particular devoção...
Com aquela república creio que os únicos contactos que tive foram, nos idos de 80, na Faculdade de Letras de Lisboa quando uns simpáticos alunos norte-coreanos (que falavam um excelente português), aprumados e uniformizados, entre imperiais (minhas claro... que a austeridade deles era total) me iam falando das maravilhas da sua terra distante, oferecendo-me publicações, tentando doutrinar-me na maravilhosa filosofia "Zuche" e ainda conservando alguma paciência para me ilustrar nos mistérios da língua coreana. Eram persistentes, fortemente politizados e simpáticos, sem dúvida, e estivemos a um passo (aliás curto) de fazer uma visita de estudo lá, o que, infelizmente, não veio a verificar-se. Adiante.
Acontece que, com a hipocrisia que vai marcando os tempos em que vivemos, muitos países da UE proibiram a venda dos referidos "jeans". O justo motivo invocado foi o das "condições de trabalho escravo impostas naquele país comunista da Ásia". Importa pois perguntar, não são exactamente as mesmas condições impostas na República Popular da China à qual tudo se tolera? Qual será então a verdadeira razão para tão diferenciado tratamento é o que importa saber... ou talvez não...
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12 agosto 2009
HOJE, FARIA 102 ANOS

"Coimbra, 2 de Janeiro de 1993
Abolição das fronteiras. Livre circulação de pessoas e bens. Ocupados sem resistência e sem dor. Anestesiados previamente pelos invasores e seus cúmplices, somos agora oficialmente europeus de primeira, espanhóis de segunda e portugueses de terceira."
Diário, volume XVI
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13 maio 2009
O DECLÍNIO DA EUROPA
No dia em que o vosso presidente (digo "vosso" pois eu, até ao dia em que surja um bom candidato nacionalista, como monárquico que sou, não participo nessas eleições) de visita à Turquia (país supostamente laico, mas que é na realidade islâmico; supostamente europeu, mas que é asiático e sempre lutou pela destruição da Europa), cuja entrada na União Europeia deve ser combatida por qualquer europeu digno desse nome e orgulhoso de o ser, afirmou a defesa de uma grande nação muçulmana na União Europeia (no Público de hoje, p. 4), partilho convosco mais uma história de rebaixamento e prostração ante o avanço islâmico na Europa e a ditadura que por eles começa a ser implementada. O vetusto e conhecido clube londrino Arsenal no seu, agora denominado, Emirates Stadium após a sua inauguração através de comunicado (16.12.2006) que se pode ler aqui proibia a entrada no recinto de quaisquer bandeiras com any national emblems. Mas estando em Inglaterra, no Reino Unido, poucos acreditariam que tal proibição se aplicaria
à bandeira do país e Estado em que tal estádio se encontra. Enganavam-se...
à bandeira do país e Estado em que tal estádio se encontra. Enganavam-se...Num relativamente recente jogo entre o Arsenal e o Blackburn Rovers (14 de Março) adeptos deste último clube, os "Havelock Blues" desfraldaram uma bandeira de Inglaterra (a Cruz de São Jorge) com o nome grupo de apoiantes. Diligentes stewards, essa nova praga que infesta os campos desportivos, confiscaram a bandeira afirmando que a mesma poderia ser encarada como um símbolo racista...
Sim leram bem, a bandeira inglesa (a bandeira em causa é a mostrada na imagem que acompanha este postal), num estádio inglês pode ser considerada como um símbolo racista (podem ler mais sobre o assunto aqui). Só por pressão contra a imbecilidade da islâmofilia e dos adeptos dos gunners o clube por recente comunicado de 30 de Março revogou esta política.
Difícil de acreditar? Mas não queiram tomar providências, não... O incrível acontece na nossa terra ante a nossa passividade...
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15 janeiro 2009
13 dezembro 2008
NOVAS DESTA FANTÁSTICA "DEMOCRACIA"
Em tempos dois conceituados países, a França e os Países Baixos, ousando afrontar a lei dos "eurocratas" realizaram dois legítimos referendos (creio que até hoje ninguém contestou a sua legalidade...) em que disseram um claro Não a esta espúria criação dos tratantes e federastas que, sob várias capas, corresponde de facto à constituição europeia (que nunca ninguém nos perguntou se desejávamos...), a coisa foi ultrapassada e pelo facto do resultado dos referendos não ter correspondido aos desejos dos "democratas" veio-se a remeter a ratificação para os respectivos par(a)lamentos que, como assim se vê estão em plena sintonia com aqueles que os elegeram... E a coisa lá foi ratificada, viva a "democracia"...
Anos volvidos e depois desse inicial revés os "democratas" que inicialmente caíram na esparrela de consultarem os seus povos remeteram, como disse, a coisa para os seus "democráticos" par(a)lamentos. Todavia na Hibérnia uma lei, seguramente pouco democrática, impunha mesmo a consulta popular. E assim se fez... E o resultado não conveio aos "democratas", o mesmo tenebroso e obscurantista Não, reaparecera...
Que fazer então? Apagar a manifestação irlandesa era impossível, convencê-los que a eurolândia era fabulosa havia falhado. Só restava fazê-los repetir o referendo até que a "verdade" fosse alcançada e a coisa, mesmo que a contra-gosto seja aprovada. Eis a "democracia" em todo o seu esplendor...
Para que servem os referendos? Para que serve, em suma, a "democracia"? Ou só o deve ser quando a coisa corre de feição?
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26 novembro 2008
QUEM DESESTABILIZA, AFINAL?
Ontem o “primeiro-ministro do Kosovo”, Hashim Thaçi, expressou a rejeição ao plano da ONU para o envio da missão civil da União Europeia (EULEX), afirmando que tal missão viola a Constituição (leia-se, a pretensa “Soberania”) daquela província sérvia que unilateralmente declarou “independência” em Fevereiro passado. Thaçi dirigiu-se ao Parlamento afirmando que "o plano de seis pontos é e será inaceitável e inaplicável para o povo do Kosovo e às instituições". Este plano, elaborado pela ONU com aceitação da Sérvia (que vem adoptando uma postura dialogante e tendente ao entendimento), propõe, por exemplo, que a Polícia local, as alfândegas, os tribunais respondam à Administração das Nações Unidas no Kosovo (UNMIK), e não perante a EULEX, situação rejeitada pelo “Governo kosovar”, liderado por Thaçi, e pelo “presidente” do Kosovo, Fatmir Sejdiu, que consideraram que o acordo viola sua “soberania”, ao criar, em seu entender, duas administrações paralelas.
Consequente com as suas posições de guerrilheiro/terrorista, Thaçi manifestou temer que tal plano represente uma divisão do território (?) e destacou que o Kosovo é um país "soberano e independente" e "vai seguir assim para sempre".
Para aqueles que se tinham esquecido da figura e seus comportamentos Thaçi mostra a sua verdadeira face, agora entendam-se com o que fizeram...
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19 novembro 2008
A GAFE OU REALISMO vs. DEMOCRACIA
As recentes declarações da líder do PSD parecem ter causado um verdadeiro terramoto político. Esclareço de antemão que as notas aqui grafadas são apenas decorrentes do que ouvi nos noticiários e anteriores a qualquer leitura/audição do que muitos (estou certo) dos nossos "opinion makers" verterão sobre tão magno assunto.
Parece-me, uma vez mais, claro que dizer algo que é indesmentível - há reformas impossíveis de fazer em democracia - é contra a cartilha do "politicamentecorretês" e que tal acarreta custos, não pouco elevados, aliás... Mas os custos de ir contra a cartilha não os sofre quotidianamente a Drª Ferreira Leite, apenas lhe calhou agora a vez ao proferir algo que rapidamente será catálogado como um mero lapsus linguae ou de algo descontextualizado...
A verdade é que os zelotas da "democracia" de imediato se insurgiram. Importa perguntar porém, de qual democracia: desta em que vivemos, com laivos - evidentíssimos - de socretino autoritarismo? Da tal "democracia" que tudo permite à esquerda, tudo negando à direita? Daquela que em França, Áustria, Alemanha e outros Estados desta gloriosa UE (e em breve num país perto de si, ou mesmo no seu...) vai mandando para a prisão por delito de opinião os que escrevem ou falam sobre os dogmas do nosso tempo, transformados em lei penal?
Francamente, deixemo-nos de hipocrisias. Que democracia? E será que essa dita democracia é um valor supremo e inatacável? Não viveu a humanidade séculos de crescimento e pujança sem ela?
Quanto ao resto, tem a Drª, plena razão (embora tenha muitas dúvidas se tal ficará bem numa líder social-democrata ou se a dita senhora andará equivocada...). A verdade é que não fora a ditadura financeira e teríamos continuado no "democrático" regabofe sem fim da 1ª república. E para não me acusarem de facciosismo, não fora a intervenção de Estaline e o regabofe bolchevique inicial teria mantido a URSS como uma bisonha entidade incapaz de se tornar numa potência mundial, privando tantos do "glorioso farol do socialismo", o que talvez não tivesse sido pior... Mas a verdade é que esses saltos frequentemente não se fazem a cobro do regabofe democrático, quanto muito podem fazer-se em democracias verdadeiras, mas para encontrar essas é necessário quase recorrer ao Diógenes...
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10 outubro 2008
AS LENTILHAS...
A troco de algumas lentilhas, ministradas generosamente pelos EUA e seus comparsas federastas da UE, mais dois países, o Montenegro e a Macedónia (país que acho que oficialmente ainda se chama Antiga República Jugoslava da Macedónia, ou FYROM...) reconheceram ontem a "independência" do Kosovo (um dia depois, recorde-se, da Assembleia-Geral das Nações Unidas ter aprovado que se consulte o TIJ sobre a legalidade daquele processo), elevando, assim, para cinquenta o número de países que reconheceram tal aberração.O departamento de Estado norte-americano exultou afirmando que aquela decisão ajudará à mudança da região tendente a uma maior integração nas instituições euro-atlânticas (leia-se a batuta americana...). Esta submissão, estou certo, favorecerá a candidatura à Europa dos federastas e a admissão na OTAN, pois claro. As lentilhas hoje possuem nomes mais pomposos e modernaços...
Estes reconhecimentos são particularmente graves dada a responsabilidade dos Estados daquela península na estabilidade da mesma.
O protesto da Sérvia não se fez esperar e o embaixador montenegrino (região ortodoxa onde vivem inúmeros sérvios) foi expulso ao afirmar-se que já não era bem vindo em Belgrado, igualmente foi convidado a abandonar a Sérvia, nas próximas 48 horas, o embaixador da FYROM.
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