20 julho 2010

MOVIMENTO CÍVICO DE SINTRA

Tarefa do dia, contactar esta boa gente que foi qualificada pelo energúmeno (ou pelo menos é a minha convicção!) do José Falcão como xenófoba - esse arauto do racismo de sentido único, do branco para o preto, e jamais o inverso - pela postura corajosa de se opôr a que a sua terra seja "um depósito de escumalha" e para que não passem "a ser uma colónia de África".

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18 junho 2010

UMA "JUSTIÇA"...

Cega, cada vez mais prostituída, enfeudada aos poderes políticos e sujeita aos modismos de uma civilização que, a galope, caminha para a decadência irreversível... É este o trágico quadro de uma "justiça" na qual o cidadão comum não se revê, com razão acrescento eu...
Foi noticiado esta semana que o proceso por difamação contra o dirigente do "SOS racismo" (essa tenebrosa organização, grilo falante de um racismo que para eles é sempre unívoco), o meu dilecto "amigo" José Falcão, intreposta pelo Partido Nacional Renovador, foi arquivada. Na realidade parece que o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa, decidiu (na Quarta-feira dia 16 do corrente) não pronunciar José Falcão, pelo crime de ofensa agravada a organismo, serviço ou pessoa colectiva pelo qual tinha sido acusado pelo PNR.
Recordo que, em Abril de 2008, José Falcão, deu uma entrevista na qual declarou: «O PNR não é um partido político que se conseguiu legalizar como os outros partidos políticos, e que acolhe no seu seio assassinos, energúmenos, criminosos traficantes e gente que odeia tudo o que é diferente.». na altura, e bem parece-nos, o Ministério Público decidiu acompanhar a queixa do PNR. Agora, porém, o TIC de Lisboa proferiu despacho de não pronúncia. Ou seja, aquele douto tribunal entendeu que as acusações feitas a José Falcão não tinham qualquer fundamento legal "uma vez que o teor das suas declarações não configura nenhum crime. Entendeu o tribunal que José Falcão proferiu afirmações verdadeiras ou, pelo menos, que as reputava por verdadeiras", refere-se no comunicado do "SOS racismo".
É, óbvio, que o PNR ainda poderá recorrer mas, pessoalmente, nesta justiça vesga, cega e pejada de esquerdalhos não creio que possa daí resultar nenhuma decisão justa. Na "justiça" que temos a maior parte das decisões parece estar condicionada por cartilhas que nada têm de ligação à JUSTIÇA. Querem apostar que fora o Presidente do PNR a dizer que a associação "SOS racismo" (de, sublinho uma vez mais, sentido único) acolhe no seu seio energúmenos, traficantes (muito provavelmente criminosos, ou mesmo assassinos, mas a isso só as pulsões sentimentais - agora politicamente correctas - do Falcão podem explicar o que, realmente, se passou há uns anos na Rua da Palma...) e gente com ódio a tudo o que é igual e estaria metido numa camisa de sete varas?
Mas, enfim, a associação do energúmeno Falcão (é pelo menos essa a minha convicção da verdade!) acha que se fez justiça. Antes assim, que a justiça vesga aproveite a alguém... Porque a mim "criminoso, energúmeno, assassino, traficante e odiosa criatura" não me incomoda. Haja paciência para esta gentalha...

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20 maio 2010

"FERRUDURO"

A criatura da imagem ao lado, conhecida ao que li como Pongo Love (nome "artístico" de Engrácia Domingos da Silva, cidadã maior angolana) é, dizem-nos uma conhecida interprete de kuduro nuns tais de Buraka. Não sendo fã do género confesso não conhecer os méritos "artísticos" da "graciosa" Graci (nome pelo qual também é conhecida [nota à margem: que jeito devem dar tantas identidades...]).
A insígne cantora foi na passada Terça-feira presente ao Tribunal de Sintra. Não, não se tratou de nenhuma ignominiosa perseguição racista. Acontece que chamados pelos vizinhos que se queixavam do barulho, por volta das 2h20 da manhã, a sua casa no Monte Abraão, agentes da PSP, um deles foi agredido na cabeça com um ferro de engomar.
Por tão cívico feito a "artista" passou a noite na esquadra de Rio de Mouro e foi a Tribunal prestar declarações pela ocorrência. A artista foi constituída arguida depois de ter passado a noite na esquadra de Rio de Mouro. A versão não sendo edificante é, no mínimo, conveniente: «Eu estava numa discussão com o meu namorado e os vizinhos chamaram a polícia. Quando os dois agentes chegaram, no meio da briga, eu agarrei no ferro que estava na mesa de engomar, no hall de entrada, e atirei. Atingi o polícia sem querer, o ferro era para o meu namorado».
A versão verdadeira, a da autoridade, obviamente, relata: «A polícia foi chamada a uma desordem entre dois indivíduos. No local uma senhora nascida em Abril de 1992 agrediu um agente com um ferro de engomar. Atirou-lho à cabeça».
Espantoso é que não tenhamos ouvido nenhuma condenação daquela associação de comediantes que sempre protesta no racismo de branco e preto e jamais no de preto e branco... Espantoso é que a dita Pongo Love, indiciada pelo crime de ofensa à integridade física qualificada vai aguardar julgamento, em liberdade. Ora pois então, fora um facínora da extrema-direita e o coro de protesto superaria o do Nabucco e a condenação seria exemplar... Querem postar que este não dará em nada?

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02 março 2010

NINGUÉM SE INCOMODA?

Este fim-de-semana, por volta das 6.00 da manhã de Domingo, na zona antiga de Portimão em frente ao bar "Latinos" (suprema ironia...) cerca de 150 africanos, numa verdadeira batalha campal, atacaram e apedrejaram a nossa Polícia que em inferioridade, na sua própria terra, se viram na na necessidade de pedir reforços ao Corpo de Intervenção, tendo um dos agentes ficado ferido. Só após tiros para o ar (que mal empregues...) a autoridade logrou dispersar a turba. Um dos meliantes, de nacionalidade guineense ainda teve a distinta lata de apresentar queixa por agressões da polícia.
É a guerra, senhores é a guerra e o disparate também...
Ouviram o SOS racismo???

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24 agosto 2009

APÓS A ESPERA...

Esperei exactamente duas semanas, crente que assim quaisquer descuidos estivais estariam relevados. Mas não, foi mesmo pura omissão, intencional, claro está.
Falo-vos do assassinato de um jovem, André Damasceno, de 19 anos que ocorreu no passado dia 8 de Agosto, Sábado, na Travessa da Água da Flor, ao Bairro Alto. Exceptuando uma cobertura apropriada por vários companheiros da blogosfera, e a referência no insuspeito "Diário de Notícias" (9.08.2009), que colheu as declarações de uma testemunha
"Eu estava na cama a dormir e ouvi gritarem para alguém parar. Fui à janela e vi um grupo de vários pretos a correr atrás de quatro brancos (três raparigas e um rapaz)"
toda a imprensa politicamente correcta se absteve de comentar a questão racial implicada neste homicídio. Digo-o assim, porque, se ao contrário fosse, era assim garantidamente que seria classificada. Porque um bando de brancos que esfaqueia um preto há-de ser - sempre e necessariamente - um acto de agressão racista e o inverso não o será? Porque se cala o tão vigilante SOS Racismo e todo o coro de atentos propagandistas que imperam neste país. A explicação é óbvia, para eles o racismo só pode ter uma cor e o fardo do homem branco impera. Nestes casos é a exclusão, os problemas sociais (que jamais servem de justificação aos brancos...) e restante rol de desventuras que, em última instância, são determinados pelo "demónio branco". Francamente já não há paciência para tanta cegueira... politicamente correcta, ou não...

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14 julho 2009

FÁBULA DE UM PAÍS

Vivemos num país de fábula (ou será de rábula?) que não defende os seus antes dos demais (sendo que tal me parece normal, obrigatório mesmo acrescentaria, como função do Estado). Vivemos num país que permite, por exemplo, que um português viva numa casa arrendada de miseráveis condições sem qualquer apoio ou interesse do Estado, Estado esse que, frequentíssimas vezes oferece casas a imigrantes, clandestinos e outros construtores de barracas à custa do dinheiro dos nossos impostos. Vivemos num país onde as exigências daqueles que vêm perturbar o "banquete" (perdoem-me esta lembrança malthusiana...) são sempre atendidas e consideradas prioritárias. Vivemos num país onde uma sinistra organização, que só vê racismos a branco, tudo exige: legalizações, fim das quotas, rendimento social de inserção (igual ao salário mínimo... pois claro), observatório de violência policial, direito de voto para todos, em suma a total abertura aos imigrantes.
Não verá esse inenarrável Falcão que antes desses, a quem quer (ainda mais) escancarar as portas há tantas necessidades que os Portugueses não atingiram nem obtiveram? Não verá que cada vez mais o racismo é de outros sentidos? Não sabe, ou quer fingir que não sabe que, em tantos bairros da periferia de Lisboa (por exemplo) da acusação depreciativa de "branquelas" se passa à de "f-d-p", desta ao roubo e à agressão (que jamais foram por eles denunciados porque, como é doutrina, o racismo é exclusivamente branco...)? Não quererá montar um observatório à violência sobre as forças policiais? Claro que tudo isto é culpa dos portugueses, brancos e maus que excluem esses todos que nos demandam... Talvez também da sociedade e das injustiças sociais...
Realmente este "politicamentecorretês" mentiroso, traiçoeiro e, sobretudo, perigoso já mete nojo...

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08 outubro 2007

UM ROSTO DO RACISMO

Ontem, num postal que aqui deixei interrogava-me sobre quem seria um tal Nuno Chullage que dava voz pelo monocromático SOS Racismo.
Uma breve pesquisa revelou-me a entrevista deste "mestre do hip-hop" (tinha que ser...), que aqui partilho com os leitores. Leiam-na atentamente e depois, com verdade, digam-me lá se tudo o que fica dito - por um membro do SOS Racismo - não é do mais puro, absoluto e completo racismo. E claro, se onde está África estivesse Europa, e onde estão africanos ou pretos estivesse europeus ou brancos é certo que o entrevistado já engrossaria o número dos prisioneiros políticos em Portugal.
Ora leiam lá... e digam de vossa justiça

Nuno Santos, aliás, Chullage nasceu há 25 anos em Portugal, país "racista e hipócrita", segundo as suas palavras. Fomos descobrir de onde vem e quem é este mestre do hip-hop. Para onde vai não sabemos, mas a sua coragem e força deixam adivinhar que está só no início
Sente-se um africano e é pelos Africanos que luta desde a adolescência. As suas posições políticas são categóricas: a ONU não tem voto na matéria e está ao serviço da América; os imigrantes têm o direito de vir para a Europa buscar aquilo que o Ocidente lhes tem vindo a roubar; se o Ocidente tem mais riqueza é porque andam a roubá-la ao resto dos países; paternalismo é racismo.
Rapresálias foi o seu primeiro e, até agora, único disco. Editou-o porque um amigo, emigrante português em França, "um país podre também", investiu todo o dinheiro no disco para o conseguir editar. Ultrapassaram-se as expectativas, e o disco está a ser um sucess0.
Este filho de pais cabo-verdianos (Ilha de S. Antão) começou a ouvir música pela mão do pai, também ele músico. Com 15 anos escreve as primeiras letras, desde sempre espelho do seu pensamento sobre a sociedade. As canções de Rapresálias são disso exemplo: "Sina de um Gajo, Foda-se",” À-Pala de Quem Não Come”, "A Igualdade é uma Ilusão", “Lutar Pela Nossa Vida”, “O Nosso Movimento”.
"A igualdade é uma ilusão"?
"Atingir a igualdade não é uma ilusão", diz ele, mas "esta igualdade que existe é uma ilusão". Para Chullage, os "homens só serão iguais quando puderem ser diferentes", e é por isso que quando lhe chamam preto responde: "Sim, sou preto, assumo toda a minha pretidão." Não pactua com aquilo que chama "a chantagem da integração", isto é, "querem que um preto se vista, se comporte e fale como um branco". Mordaz e directo nas palavras, Chullage acha "que chegou a hora de os negros deixarem de ser fodidos".
Para tal propõe que os negros se organizem e comecem a lutar pelo seu "power". Em vez de trabalharem para a riqueza dos outros, devem, sim, trabalhar para a sua, gerar postos de trabalho dentro da sua comunidade, procurar uma educação própria. Quando insisto em propor-lhe soluções mais "marxistas", responde-me, sem rodeios, que eu tenho uma luta - a luta de classes -, e que ele tem duas - a luta dos pobres contra os ricos e a luta contra o racismo.
Sente-se bem em qualquer bairro "dito problemático", e muito melhor no seu, a Arrentela, no Seixal. Acha que não há gangs em Portugal porque não se vêem "grupos de gajos organizados a praticar crimes". "Um grupo de cinco gajos que roubam juntos não é um gang". Os problemas da segunda geração de imigrantes seriam, sobretudo, causados pela desigualdade social: "Tu não tens aquilo que os outros têm e queres ter. Não digam que um gajo de 12 anos que foi roubar uns ténis é mau ou de um gang!"
Quando o questionamos sobre a insegurança não hesita em afirmar que são os media que criam o mal-estar e atribuem a insegurança à comunidade africana. "Os tugas estão sentados nos sofás deles na boa, se lhes perguntares se já foram assaltado dizem que não, mas se lhes perguntares se se sentem inseguros dizem que sim. Depois isto justifica mais polícias na rua". Polícia de que não gosta: "Vão ao meu bairro ofender-nos, chamam-nos pretos do caralho e eu acho que isso não é atitude para quem está ali a manter a ordem pública". Por isso, numa das suas canções escreveu que "a polícia é criminosa e quem julga também é réu".
"Busco a minha própria ideologia"
Durante toda a entrevista, Chullage fez questão de afirmar que "tem que procurar a sua própria ideologia", não se identificando directamente com os partidos marxistas, embora tenha votado na esquerda porque "partidos como o Bloco de Esquerda, ao menos, trazem à luz do dia os nossos problemas, e isso é muito importante". Lastima, porém, que não "haja nenhum partido onde os africanos tenham representatividade".
Este africano nascido em Portugal tem os olhos postos em todo o Mundo. Defensor da causa do povo palestiniano, considera incrível que as pessoas olhem para o que se está a passar no Médio Oriente e não façam nada. Só pode ser porque se "chegou à burrice total, ao conformismo total. Os israelitas e os americanos estão completamente feitos: o lobby judeu e os americanos é a mesma merda. Não têm legitimidade nenhuma para entrar no Afeganistão ou no Iraque. É tudo ilegítimo o que se está a passar - americanos, britânicos e esses G8s de merda. Enganam-nos para continuar a explorar e a sugar isto tudo".
Mas é da sua África que ele mais fala. A miséria do continente atribui-a ao Ocidente e "à ganância dos líderes africanos, que também são fantoches ao serviço do mundo ocidental. Manipulados pela França, os EUA e, no caso de Cabo-Verde, por Portugal". Acrescenta que esses líderes fantoches não são "de maneira alguma, representativos do povo africano, nenhum Zé Eduardo, nenhum gajo desses representa a África".
Chullage estuda sociologia no ISCSP, "uma universidade de direita mesmo! - que manda quadros administrativas para os Picoas e os World Trade Center da Tuga (Portugal)". Com mais amigos, prepara a Afrikaa, uma revista dirigida à comunidade negra. O seu próximo disco estará cá fora em breve. A sua luta, a da "igualdade que não é uma ilusão", essa continua...
Entrevista por Raquel Varela in Jornal 'RUPTURA', nº 53

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07 outubro 2007

O TERROR

O SOS Racismo denunciou no final da semana passada junto da agência Lusa o terror vivido nas escolas e bairros residenciais da margem sul do Tejo, imputando a responsabilidade da situação a grupos de cabeças rapadas (skinheads). Um tal de Nuno Chulagge (será que o inefável José Falcão, qual grilo falante nestas ocasiões, já se retirou?) afirmou que «Os skinheads estão a levar o terror às escolas da Margem Sul. Estão a crescer e a recrutar jovens nas secundárias, há miúdos de 14 e 15 anos que andam com t-shirts do Hitler» (lamentável de facto, ainda se fosse do sanguinário Che, do facínora Mão ou outra amigalhaço ainda vá lá…). Como sempre nestas situações basta lançar a suspeita, evocar o nome malvado e já está. Nem é preciso provar o alegado “terror” que, aparentemente, consiste apenas numa bem sucedida campanha de angariação de simpatizantes… Terrífico, de facto. O terror é, para aquelo novo comediante o crescimento da “extrema-direita” nas áreas do Barreiro, Almada, Seixal, Corroios, Amora e Feijó e a alegada actuação dos cabeças rapadas passa pela atracção dos mais jovens para as causas da extrema-direita, onde alguns jovens (não confundir estes nefandos jovens com os “jovens” sempre defendidos por aquela benemérita e monocromática associação…) são atraídos para aquela causa. Acrescentando «Cada vez há mais skinheads. Os putos na escola querem é heróis e olham para eles como olhassem para o Messias. É um discurso idiota [a mensagem da extrema-direita] mas cativa os miúdos» (que pena não irem já nas cantilenas sanguinárias dos amanhãs que cantam não é o Chulagge?).
Não sabendo do que fala, como é normal, afirma com um quase profético vaticínio que a «violência vai acabar por ser inevitável e recorrente», não senhor Chulagge (que raio de nome será este?) a violência já é inevitável e recorrente, mas é aquela politicamente correcta dos “jovens” contra a qual estes outros reagem. A reacção é de causa efeito… mas quem é cego para a causa, pega apenas no efeito e depois surgem estas afirmações xenófobas (mas politicamente correctas, claro está…).
Num manifesto acesso de delírio afirma que «Isto não chega aos media e às autoridades porque as pessoas têm medo de represálias. E nós [o SOS Racismo] estamos ainda a perguntar o que devemos fazer. Temos de actualizar o trabalho de casa, eles estão assumidamente dentro das escolas e nós não», é como se vê basta bater em lume brando a receita de terror e juntar-lhes uma mão cheia de skinheads e eis a a “coisa” nos escaparates. Este comediante quase nos faz ter saudades do velho comediante Falcão. Completando o ramalhete não esqueceu de referir a frente institucional da extrema-direita, o PNR, claro está esclarecendo ainda que existe uma milícia de rua… É o delírio. Ardendo em febre e como bom democrata ainda afirmou «Há quem não tenha noção da ameaça que isto é. Estão a passar a informação na Internet e dentro das escolas e ninguém faz nada».. Pois claro oh Chulagge, feche-se a Internet (excepto para o hip-hop, rap e os “jovens”) e proíbam-se, eventualmente matem-se, ou no mínimo mandem-se os skins para campos de reeducação (obrigados de manhã à noite a portarem-se como “dreads” a vestirem FUBU e a ouvirem Kuduro).
É um caso perdido, neste nosso mundo o racismo vai mesmo sendo unívoco...

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19 setembro 2006

O FILHO DA P***

Num postal denominado “SOS Racismo” o atento Víctor Abreu, ilustre confrade do Jantar das Quartas manifestou já a sua estranheza pela ditadura do politicamente correcto pelo facto de o Teatro Nacional de São João do Porto, institução pública sustentada com o nosso dinheiro, levar à cena a peça “Os Negros” (Les Nègres, 1958) peça de claro conteúdo racista – daquele, claro, que é bom, ou seja dos pretos contra os brancos, pois só o outro, dos brancos contra os pretos, ofende a lei e os preceitos constitucionais…, pois o racismo anti-branco não só vêm sendo tolerado como crescentemente aparenta ser bem-vindo. É o chamado racismo a branco e preto.

Como sabem os meus leitores mais antigos, gosto de teatro, integrei, até, na juventude uma companhia da minha terra - o “Fatias de Cá” -, onde interpretei, algumas peças de autores “de esquerda”, como Lorca. Nada me move, pois, contra o teatro (antes pelo contrário) nem contra os seus autores. Mas no teatro, como aliás em tudo na vida, há bom e mau e, na realidade, o “maldito” autor francês Jean Genet, pertence ao segundo género. Confesso que o teatro do absurdo, de tão avant-guarde só me deixa ver o seu lado grotesco e quase selvagem que, não aprecio e do qual o autor é figura de proa.

Do autor “pouco” há a dizer, filho de uma prostituta, cedo se tornou um criminoso fora-da-lei. Abandonado pela mãe, pobre, mendigo, desertor, preso, prostituto, homossexual trilhou com agrado os caminhos de uma marginalidade militante marcada por um ódio profundo que nos transmite na sua mutação de delinquente para escritor. Indivíduo ressentido, desenraizado de toda e qualquer forma de sociedade movimentou-se num campo completamente amoral e contra os homens. Coleccionou delitos contra a sociedade, assumindo a necessidade, quase compulsiva, de fazer mal aos outros.

Este “incompreendido” foi naturalmente apadrinhado por vultos como Cocteau, Picasso e Jean-Paul Sartre, que entre outros, livraram, em 1949, de uma certa condenação a prisão perpétua e que o promoveram junto da intelectualidade granjeando-lhe a fama de génio maldito.

Sobre a peça agora em cena esclareceu o próprio, como já lembrou Victor Abreu, que não era uma peça "a favor dos negros, mas sim contra os brancos". Na realidade, da mesma transparece uma militante asserção da identidade/superioridade negra de que decorre uma “natural” violência anti-branca, facto que aliás lhe abriria as portas para uma intensa e profunda colaboração com o partido racista negro dos Estados Unidos “Black Panthers” (imagem que ilustra este postal).

Na peça um bando de negros executa o assassinato ritual de um branco perante um júri de negros mascarados de brancos que assim desempenham o papel dos seus opressores… A vítima transforma-se, no fundo, em responsável do crime convidando à reflexão as nossas consciências brancas… A moral, se a há, a de que África possui sobre nós a capacidade de compreensão de que todos os crimes que vitimizam os seus nativos foram devidas a funestas ilusões ou fantasmas…

Pouco importa pois que nesta primeira incursão do TNSJ na obra teatral de Jean Genet, o encenador, Rogério de Carvalho, recuse “qualquer tipo de aprisionamento sociopolítico da peça (não, não é uma “reflexão” sobre o racismo ou o colonialismo)” pois é, essa, na verdade e no dizer do autor a sua função: não a favor dos negros, mas sim contra os brancos.

Imaginem só se um décimo do contrário seria possível… No mínimo cairia o Carmo e a Trindade. É esta a triste realidade deste mundo do politicamente correcto onde as leis, e sua interpretação, têm cor.

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