23 abril 2008

CÁ ESTÁ ELE...


Tal como aqui vos tinha falado.

E nada mais há a acrescentar...

Excepto que dizem para aí que a ideia foi de um tal Jorge Santos, professor e investigador de estudos judaicos, que terá para tal colocado em marcha uma petição.

Eu, que não sou tão crédulo, temo bem que a ideia tenha tido outra proveniência...

Mas, a ser verdade, já sabem como conseguir memoriais na urbe lisboeta... cabe-nos lançar as mãos à obra.

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24 janeiro 2008

SALAZAR ERA JUDEU

Aqui há uns meses, facto de que aqui dei conta, noticiavam todos os jornais, com a devida chamada a primeira página, o acto vandálico (sempre que uso esta expressão nunca estou certo da justeza da sua aplicação a este povo germânico...) que dois skinheads (ou seriam agentes provocadores? ou agentes duplos? ou arrependidos? ou simplesmente parvos de conveniência?) levaram a cabo no cemitério israelita de Lisboa.
A coisa, para lá do respeito que é devido aos mortos (mesmo aqueles que estão sepultados em cemitérios xenófobos), era politicamente correcta e fez correr tinta. Governantes prostavam-se, o nazismo, sempre de braço dado ao anti-semitismo (como se este sentimento alguma vez tivesse sido exclusivi daquela ideologia, o Estaline poderia dar-vos umas lições sobre o assunto...), era acusado e cabalas monstruosas reveladas. A Esther e "sus muchachos" exultavam.
Acontece que ontem foi vandalizada no cemitério da sua terra natal a campa do Professor Doutor António de Oliveira Salazar, governante, sério, deste nosso país durante décadas, homem culto e vertical, homem honesto e austero e entre outras coisas Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (não por atribuição automática, como os nossos actuais presidentes, mas por relevantes serviços prestados à Pátria), que dizem os nossos jornais? Reportarão o facto nas primeiras páginas? Nenhum! Desenganem-se leitores, como diria o saudoso actor António Silva "upa, upa, na oitava", breves referências escondidas lá para o meio. Bem sei que Salazar não era um "eleito" e que o assunto não é politicamente correcto, mas haja um mínimo de decoro...
O garboso porta voz da GNR, Costa Cabral (que "galo" com este nome...) já afirmou que o "acto não tem expressão significativa" (claro que o outro que vos falei tinha...). Querem apostar que nunca se encontrará o "garboso anti-fascista" autor da façanha? A menos que se defenda que Salazar era judeu e que se tratou de um bárbaro acto anti-semita de uns tresloucados nazis. Isso sim era vê-los encher as primeiras páginas, garantidamente. E lá iria o inefável maçon Rui Pereira de "cofió" em peregrinação ao Vimieiro...

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31 outubro 2007

JÁ DEI PARA ESSE ... MEMORIAL

É realmente caso para dizer que já dei para esse memorial. Hão-de ter reparado que, ciclicamente, surgem notícias de momentos ou monumentos de desagravo para com os judeus. Posição confortável e cómoda que os leva a assumir o papel, exclusivo, de vítimas mundias perante quem todos os "goym" se devem penitenciar. Há uns anos foi lá para os bandos do par(a)lamento e salvo a honrosa excepção de Pacheco Pereira foi vê-los todos, como implacáveis julgadores da História, a implorarem o perdão aos leitores da torah...
Vem agora a câmara retomar esta exigência (os mais cépticos podem ler aqui pedido...) da comunidade judaíca que concederá um espacinho para que nesse memorial se lembre outras vítimas... Irra que é demais, como diria o outro. A soberba desta gente é espantosa, mas que a "coisa" é bem gerida, lá isso é... E quantoa milhares de massacrados houve na História de Portugal que tantas vezes ninguém quer lembrar? Quererá esta edilidade evocar os comandos africanos que este regime deixou para o abate na Guiné? Quererá lembrar as vítimas da "tolerância" islâmica do Portugal medievo? Quererá lembrar os Portugueses chacinados pelos "libertadores" no norte de Angola? Só para lembrar alguns, de memória... Claro que não porque há mortos e mortos e os "eleitos" é que contam e importam...
Venha lá esse memorial que por cá ainda faltava um...
P.S. Não sei se a caminho não será de demolir a Igreja de São Domingos... para completar a memória...

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08 outubro 2007

EU NÃO, SE NÃO INCOMODAR... E NÃO LEVAREM A MAL

Noticia hoje o vetusto Diário de Notícias que dois membros do (des)governo terão afirmado "Hoje somos todos judeus", por ocasião de romagem ontem levada a cabo ao cemitério israelita de Lisboa (seria possível, e lícito, um cemitério nacionalista, ou chinês, ou angolano?), posso ser retirado do número ou levam-me a mal?
A cerimónia veio a propósito da iniciativa de dois acéfalos que, a serem "nacionalistas", serviram na perfeição a orquestração montada pela senhora Esther, e seus seguidores, e deram inegáveis trunfos ao regime na repressão que vem montando aos nacionalistas. E foi vê-los todos lá, muito compungidos, ordeiros e submissos, a vergar, aquela coisa que sustenta o esqueleto, face aos "eleitos", e todos com o necessário apetrecho no cocuruto (mais um evidente sinal de submissão e discriminação. Desde quando é lícito exigir a elementos do governo em Portugal tal submissão?). Mas, sim, a "coisa" fica bem, é politicamente correcta e faz uma boa notícia. Sim porque quando os cemitérios portugueses são vandalizados ninguém se incomoda, nem tal é notícia e muito menos um representante do governo lá vai. Mas agora o caso era outro, era o cemitério dos "eleitos" e com esses há que ter respeitinho...
De qualquer modo aplaudir as palavras do Ministro da Administração Interna, Rui Pereira que reconheceu o papel das forças de segurança no combate a ilícitos criminais como este [que plenamente se apoia, espera e aplaude] e na garantia de liberdade de expressão das minorias [que muito sinceramente se espera, ou só será para algumas minorias???].

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29 setembro 2007

A PROFANAÇÃO

Dois jovens, seguramente pouco atentos e cuidadosos, foram apanhados a profanar o cemitério israelita de Lisboa. Muito já foi escrito sobre o assunto e agitados outros tantos espantalhos. A verdade é que importa dizer que, para além da manifesta falta de tacto dos dois (um deles já indiciado noutro processo), importa sublinhar a absoluta falta de interesse do acto. Qual o objectivo "político" de invadir aquele antro para profanar as campas? Se a motivação é anti-judaica (poderá ser apenas um acto deslocado de afirmação de convicções estéticas), importará lembrar que os judeus que devem preocupar, quem assim pensa, são os vivos e não os que estão no "jardim das tabuletas" (será que esta expressão se adequará a tais ecmitérios?). A verdade é que a Esther, o Joshua e outros integradíssimos "portugueses" se indignaram. A verdade é que ninguém se lembrou de apontar que até na morte os judeus são xenófobos - tal como o são no seu quotidiano - ao ponto de necessitarem de um cemitério só para eleitos, seguramente que a mistura de vermes com os que se alimentam dos "goyim" muito os prejudicaria...
Enfim, misérias de um povo "superior"...

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16 abril 2007

YOM HASHOAH

Na noite de ontem, Domingo, como seguramente não deixaram escapar os meus atentos, cultos e xenófilos leitores, calhou no calendário judaico a 27 de Nissan, Yom Hashoah - o dia da lembrança do holocausto (já sei que os zelotas quereriam com letra grande...), que os sobreviventes e seus promotores celebraram com pompa digna de Elgar.
Dia forte em mais efemérides. Em 1917, com o resultado que bem conhecemos, Lenine regressava à Rússia depois do exílio na Suiça e em 1945 as tropas americanas "libertavam" Nuremberga.
Acontece que por estes dias os zelosos zelotas não encontrariam melhor motivo do que quase acusar Bryan Ferry (de quem desde sempre, humildemente, me confesso admirador, antes portanto da vertente intervenção) de Nazi. Leram bem sim. Trata-se de Brian Ferry genial compositor, licenciado em Arte pela Universidade de Newcastle, líder dos não menos fabulosos "Roxy Music", esse mesmo.
A peça da acusação foram as declarações ao "Der Welt" onde elogiou os filmes de Leni Riefenstahl, a arquitectura de Albert Speer, o poder de fascínio das paradas militares do regime Nacional-Socialista e afirmando que "os nazis sabiam impor-se e impressionar". E foi o bastante para sobre tão genial músico se instalar a controvérsia, a guerra aberta dos mé(r)dia e o anátema que sobre ele se lançará.
De nada valeu a vinda a terreiro do seu agente, Steven Howard, para explicaro evidente: "entender o comentário como ofensivo é o mesmo que confundir estética e ideologia" e ainda explicando que se pode apoiar a manifestação estético-artística de um determinado período sem apoiar as práticas desse mesmo regime (por exemplo exerce sobre mim um notório fascínio a estética totalitária soviética que está exactamente nos antipodas da minha valoração daquele regime, serei comunista?). Enfim, coisas óbvias para quem de boa fé.
O barão Greville Janner (presidente do Conselho Judaico da Commonwealth e da Fundação Educativa para o Holocausto), político trabalhista que pertence à Irmandade Internacional dos Mágicos (daí, talvez, os seus desacertos...) vociferou de imediato como bom polícia do pensamento único.
Aqui vos deixo a cereja no topo do bolo: "É ofensivo que alguém pense, sequer, em fazer piadas nazis. Riefenstahl foi parte integrante do movimento nazi e os nazis foram assassinos. Quanto às paradas militares, pois, fazem-me vomitar..." Um exemplo de tolerância e de respeito pelos outros no que foi seguido pela comunidade judaica de Londres que qualificou as declarações de "doentias". Enfim o habitual.
Não te preocupes Bryan haverá sempre More than this...

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28 março 2007

UM SURPREENDENTE 3º LUGAR

Já aqui tinha referênciado a notável campanha que tivera o condão de alcandorar o desconhecido, obscuro e outros adjectivos que não grafarei, Arístides a um 3º lugar (à frente de D. Afonso Henriques???) que não merece, mas infinitamente mais esclarecedores que quaisquer palavras que possa aqui deixar é o texto do amigo Mário na sua Voz Portalegrense.

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18 dezembro 2006

DE MANSINHO...

"Vem aí o vinho do Porto «Kosher»" foi o título de uma notícia ontem publicada a que muitos não ligaram.
De facto parece que uma empresa belga se prepara para lançar no mercado internacional um vinho do Porto «kosher», produzido no Douro segundo as tradições judaicas, ou seja com a supervisão de qualidade e pureza feita por um rabino.
O presidente da Ladina, Manuel Azevedo, associação criada em 2004 no Porto para resgatar a herança judaica do povo português, exulta e lamentou que Portugal não aproveite o «renascimento grande» das tradições judaicas que se verifica em vários pontos do Mundo.
Manuel Azevedo referiu ainda que a Ladina está a preparar um «Guia Turístico do Portugal Judaico», esperando que o Ministério da Cultura apoie esta pubicação e a sua difusão.
Ainda precisam de esclarecimentos? Estamos certos que para esta pérola cultural os apoios não faltarão...

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26 abril 2006

AO CORRER DA PENA...

Ainda a propósito do "pogrom" - Parece que a autarquia lisboeta estuda com a Comunidade Israelita de Lisboa a colocação de um memorial evocativo, no Largo de São Domingos, que possa registar de forma digna o evento...
Ora francamente, com tanta coisa importante que falta evocar na capital só nos faltava mais esta ofensiva das "vítimas militantes retroactivas", mas já agora se é para levantar um memorial ... contrate-se o Cutileiro, fica tudo em casa...
Novas do PCP - Nas vésperas do 25A o secretário-geral do PCP acusou Sócrates de fazer o que nem o PSD se atreveu. Admira-se de quê, pergunto eu? Ou acharia, como infelizmente tantos portugueses, que há alguma diferença?
Oh, santa ignorância democrática...
Abertura dos arquivos da época do Nacional-Socialismo - Os arquivos de Bad Arolsen vão finalmente ser abertos ao público. No dizer dos promotores um dos principais objectivos é o de "provar a existência do Holocausto". Ora bem, assim é que se faz história, antes mesmo da abertura dos arquivos já se conhece a sua principal função... Mas como os historiadores revisionistas estão todos presos ou a caminho disso ... a "história" está garantida.
A musa Clio é que deve estar a morrer de vergonha...

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18 abril 2006

À LAIA DE CELEBRAÇÃO PASCAL...

Uma Páscoa para lamentar - Ou melhor, parlamentar, como se sabe na semana passada a malta que ocupa as cadeiras lá no casarão roubado aos frades de S. Bento, faltou em grande estilo... e o contribuinte a pagá-los princepescamente... É fartar vilanagem...

500 anos - Cumprem-se amanhã 500 anos do chamado "pogrom" de Lisboa. Ao que consta parece que aqueles que vendem a sua morte como ninguém preparam as competentes comemorações... Vá, andem lá lisboetas, vão lá pedir desculpa por mais um momento da vossa História... senão ainda ganham o labéu de anti-semitas. Esta mania que os judeus encontraram de todo o mundo lhes ter que estar, quase permanentemente, a pedir desculpas, confesso que me incomoda...
E se nos desse para exaltar a memória de Frei João Mocho ou de Frei Bernardo? Haveria de ser bonito...

Agora vingam-se... - A respeito do assunto anterior a inenarrável Esther Mucznik afirmou ao "Público": "Sem reinos, sem exércitos, sem poder [este último aspecto será para rir?], os judeus foram ao longo da história uma presa fácil.", está visto "agora" vingam-se...

Porque não me espanto? - "Jihad islâmica ameaça prosseguir com ataques contra alvos israelitas." (dos jornais).

A tradição ainda é o que era... - Ou os ribatejanos nunca esquecem... Na povoação de Cem Soldos (onde tantas horas da minha vida passei...), nas cercanias de Tomar, o domingo de Páscoa é assinalado pela tradicional "matança dos judeus", culpados pela condenação de Cristo. Hábito antigo parece ser quase contemporâneo do "pogrom" de Lisboa.

Presente de Páscoa do (des)governo - "Carga fiscal com o maior aumento desde 1999" (dos jornais). A "boa" notícia é que a tendência de aumento dos impostos se deve manter nos próximos anos...

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